Bolsas da Europa fecham em queda, repercutindo decisões monetárias de Fed e Banco da Inglaterra

A crise bancária apertou as condições de crédito nos EUA e fez com que aumentasse a percepção de que a situação do setor pode ser mais grave do que parece

A maioria das principais bolsas europeias recuaram ao fim do pregão desta quinta-feira, após o Federal Reserve (Fed) e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) elevarem seus juros básicos em 0,25 ponto percentual (p.p.) nos EUA e Reino Unido, respectivamente.

O Banco da Inglaterra (BoE) também elevou sua taxa de juros básica em 0,25 ponto percentual nesta quinta-feira (23) para 4,25% e informou que poderá elevar os juros ainda mais caso a as pressões inflacionárias se mostrem persistentes.

Índices

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,21%, a 446,22 pontos. Na bolsa de Frankfurt, o DAX teve leve queda de 0,04%, a 15.210,39 pontos, o FTSE 100 recuou 0,89% em Londres, a 7.499,60 pontos, enquanto o parisiense CAC 40 contrariou a performance geral ao subir 0,11%, a 7.139,25 pontos.

Reações

Os mercados de ações da Europa reagiram hoje ao Fed de ontem – que elevou os juros básicos americanos à faixa de 4,75% a 5% – já que a decisão do BC dos EUA aconteceu após o fechamento das bolsas do continente.

Além disso, diversos BCs locais divulgaram decisões monetárias hoje, incluindo o BoE, que também optou por alta no mesmo ritmo do Fed para 4,25%.

Ao contrário das bolsas americanas, que sobem diante da expectativa por um aumento de juros menor do Fed após a crise bancária nos EUA, ações em Londres tiveram um dia negativo diante da perspectiva de que o BC inglês deve subir mais os juros após o repique da inflação em fevereiro, à taxa anual de 10,4%.

Comunicado do BoE

Em seu comunicado, o BoE alertou que novas altas de juros podem ocorrer caso as pressões inflacionárias persistam. A entidade também afirmou que o setor bancário no Reino Unido se mostra “resiliente”, afastando temores de contágio da crise bancária no país.

Para os economistas James Smith e Antoine Bouvet, do ING, o BoE não deve subir mais os juros, ainda que tenha deixado espaço para fazê-lo no comunicado de hoje. A reaceleração da inflação britânica, na visão deles, não deve se sustentar nos próximos meses e por isso a autoridade monetária pausará seu ciclo de aperto monetário na próxima reunião de maio.

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