Bolsas dos EUA fecham em alta forte após balanço da Meta impulsionar setor de tecnologia

Do lado negativo, relatório do Departamento do Comércio dos EUA mostrou que o PIB do país cresceu 1,1% no primeiro tri, abaixo da expectativa

As bolsas de Nova York terminaram o pregão desta quinta-feira (27) com ganhos robustos, concentrados especialmente no setor de tecnologia, cujas ações ganharam impulso após o salto de dois dígitos da Meta (dona do Facebook) depois do balanço trimestral da companhia.

Os números do Produto Interno Bruto (PIB) e do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos EUA no primeiro trimestre ficaram em segundo plano.

Índices

O índice Dow Jones fechou em alta de 1,57%, a 33.826,160 pontos.

O S&P 500 subiu 1,96%, a 4.135,35 pontos.

Já o Nasdaq avançou 2,43%, a 12.142,24 pontos.

Empresas

A Meta (+2,29%) registrou lucro líquido de US$ 5,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 24% em relação ao mesmo período de 2022. Porém, o resultado ficou acima das estimativas dos analistas, assim como o da receita total, que chegou a US$ 28,6 bilhões entre janeiro e março, alta de 3% ante o ano anterior.

Em nota, analistas do KeyBane destacam que a companhia está se beneficiando de uma recuperação nos mercados europeus e de novas iniciativas de produtos que devem acelerar o crescimento da receita.

Economia

Do lado negativo do pregão, relatório do Departamento do Comércio dos EUA mostrou que o PIB do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2023, abaixo da expectativa de 2%.

Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE) acelerou de 3,7% na leitura passada para 4,2% no primeiro trimestre deste ano.

Com relação ao mercado de trabalho, os pedidos de seguro-desemprego nos EUA caíram em 16 mil na semana passada, a 230 mil, contrariando a previsão de analistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, de 249 mil.

Análises

Para a Capital Economics, o decepcionante aumento no PIB indica que a economia teve menos impulso no início deste ano do que se pensava anteriormente.

“Continuamos esperando que o impacto das taxas de juros mais altas e o aperto nas condições de crédito levem à economia a uma recessão leve em breve”, disse a consultoria, que ainda acredita que o crescimento global decepcionante será um obstáculo para os ativos de risco nos mercados desenvolvidos durante o segundo semestre deste ano.

A Oxford Economics, por sua vez, destaca os números do PCE, que mostram “que a inflação elevada e o apaziguamento das tensões no sistema bancário levarão o Fed a subir 25 pontos-base na próxima semana, aproximando-nos do fim do ciclo de alta de juros”, conclui.

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