Bolsas dos EUA operam sem direção; Nasdaq se destaca com disparada da Nvidia

Quanto aos juros, monitoramento do CME Group mostra 57,5% de chances de manutenção da taxa

As bolsas de Nova York operam em alta nesta quarta-feira (25), com exceção do índice Dow Jones. Investidores estão analisando dados de crescimento da economia americana e do mercado de trabalho. Apesar disso, o principal driver continua sendo o teto da dívida dos EUA, que se mantém sem uma previsão de acordo.

Às 10h45 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,27%, a 32.710,68 pontos.

O S&P subia 0,50%, a 4.136,50 pontos.

Já o Nasdaq saltava +1,31%, a 12.642,94, impulsionado por ações de tecnologia, como Microsoft (+2,28%) e Alphabet (+2,04%).

Entre as empresas de tecnologia, destaque para a Nvidia, que disparava mais de 23% depois de apresentar resultados trimestrais e previsões acima do esperado.

PIB americano

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA subiu 1,3%, acima do esperado por economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, de 1,1%, enquanto os pedidos de auxílio desemprego subiram abaixo do consenso de 245 mil, a 229 mil.

“No geral, as demissões permanecem baixas, sugerindo que a demanda por mão de obra ainda não está enfraquecendo de forma mais significativa”, diz a High Frequency Economics, que ainda analisa que o cenário-base é que os efeitos defasados e cumulativos da política restritiva manterão a economia crescendo em um ritmo abaixo do potencial nos próximos trimestres.

“Existe também o risco negativo de um maior aperto nas condições de crédito, o que terá impacto na contratação de empresas e nas decisões de investimento e na atividade econômica de maneira mais ampla”, acrescenta.

Taxa de juros

Após os dados, monitoramento do CME Group mostrava que está embutido 57,5% de chances de manutenção da taxa de juros no nível atual, enquanto a probabilidade de alta de 0,25 ponto porcentual aumentou em 42,5%. Já para cortes, a expectativa majoritária saiu de novembro para dezembro.

Mercados acionários

O Julius Baer comenta que há um pessimismo geral pesando nos mercados acionários, já que a questão do teto da dívida nos EUA não parece progredir tão positivamente quanto o presidente Biden e o presidente da Câmara McCarthy anunciaram na semana passada, com o tempo se esgotando para resolver um possível calote da dívida.

“Os ventos favoráveis da China em sua recuperação agora desapareceram, pois o crescimento parece mais fraco do que o esperado, as tensões entre o país e os EUA aumentam nas ‘guerras de chips’ e uma nova onda de Covid pode prejudicar ainda mais as perspectivas econômicas”, acrescenta.