NY: Bolsas fecham no vermelho com problemas no Credit Suisse e medo de crise generalizada

A saúde do Credit Suisse preocupou investidores, que ainda têm os colapsos de SVB e Signature na cabeça

As bolsas de Nova York fecharam em baixa majoritária hoje após a crise de liquidez do Credit Suisse se aprofundar e renovar os temores do mercado acerca da possibilidade de uma crise financeira, apenas dias após o fechamento de dois bancos regionais nos EUA. Os índices acionários, porém, se afastaram das mínimas diárias após notícias de que autoridades da Suíça podem apoiar o banco.

O Dow Jones recuou 0,87%, a 31.874,570 pontos, o S&P 500 reduziu 0,70%, a 3.891,93 pontos, enquanto o Nasdaq teve recuperação robusta perto do fim da sessão e terminou em leve alta de 0,05%, a 11.434,05 pontos.

No começo do pregão, por volta de 11h00 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 1,74%, a 31.595,020 pontos, o S&P 500 recuava 1,64%, a 3.855,00 pontos, e o Nasdaq tinha queda de 1,20%, a 11.290,95 pontos.

Falências frescas na memória

Com as falências dos americanos Silicon Valley Bank (SVB) e Signature Bank frescas na memória de investidores, a notícia de que o Credit Suisse não deve receber mais capital de seu maior acionista, o Saudi National Bank, ampliou os temores sobre a saúde do banco suíço e piorou a percepção sobre os setores financeiros dos EUA e da Europa.

“A princípio, o Credit Suisse é uma preocupação muito maior para a economia global do que os bancos regionais dos EUA”, já que possui um balanço de ativos e conexão com o sistema financeiro global muito maiores, alerta o analista Andrew Kenningham, da Capital Economics.

Kenningham pondera que, embora o Credit Suisse é “amplamente considerado o elo mais fraco entre os grandes bancos da Europa, mas não foi o único a mostrar lucratividade fraca em anos recentes”. Além disso, o choque já o terceiro em um curto espaço de tempo, após o “crash” do mercado de Gilts britânicos no ano passado e o colapso dos bancos regionais americanos. Pelas razões citadas, o analista diz que seria “tolice” esperar que mais problemas não surjam em breve e não descarta o início de uma crise global.

Melhora

Perto do fim da sessão, contudo, a aversão ao risco diminuiu após a “Bloomberg” informar, por meio de fontes anônimas, que o governo da Suíça discutia saídas da crise com o Credit Suisse.

Perto do horário de fechamento dos mercados, o Banco Nacional da Suíça afirmou que o banco atende às exigências de capital, mas que proverá liquidez, se necessário.

De qualquer forma, o setor financeiro das bolsas nova-iorquinas acumulou uma das principais quedas do S&P 500, de 2,84%, enquanto o índice KBW, que acumula ações das empresas americanas do setor recuou 3,55%, a 81,08 pontos.

Entre os principais bancos americanos, o papel do Goldman Sachs terminou o pregão em baixa de 3,03, o JPMorgan Chase recuou 4,71%, o Morgan Stanley desvalorizou 5,00%, o Bank of America caiu 0,87% e o Citigroup teve queda de 5,44%.

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