Bolsas da Ásia fecham em queda com teto da dívida ainda em foco; Seul é exceção

Imbróglio ainda sem solução do teto da dívida dos EUA continua sendo o principal driver nas mesas de operações

As bolsas asiáticas fecharam na maioria em queda nesta terça-feira à medida que o imbróglio do teto da dívida dos EUA, que continua sendo o principal driver nas mesas de operações, se mantém sem um acordo por parte de Washington.

O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, caiu 0,42%, a 30.957,77 pontos, em movimento de correção depois das fortes altas recentes. Já o índice Kospi, da bolsa de Seul, teve alta de 0,41%, a 2.567,55 pontos, impulsionado pelo avanço de ações de baterias e materiais industriais, como LG Energy Solution (+2,5%) e SK Innovation (+ 1,8%).

Os investidores estão “sentados e sem vontade de se comprometer” na ausência de uma resolução para o impasse do teto da dívida, analisa a Interactive Investor.

No Japão, os salários reais ajustados pela inflação do Japão tiveram a maior queda em oito anos no ano fiscal de 2022, mostraram dados do governo nesta terça-feira. Isso mostra a força da inflação no país asiático. No entanto, os analistas esperam que os salários reais se recuperem neste ano fiscal à medida que a inflação diminui, enquanto o mercado de trabalho permanece apertado e a economia está em recuperação moderada, abrindo caminho para o Banco do Japão (BoJ) reduzir sua flexibilização monetária

Na China Continental, o índice Xangai Composto perdeu 1,52%, a 3.246,23 pontos. Empresas de vários setores registraram queda, por exemplo, a China Publishing & Media perdeu 6,1%, ao passo que o credor estatal China Construction Bank caiu 2,8%. Os analistas alertam para a falta de catalisadores claros para o mercado de ações e aconselham paciência antes que surja um tema de negociação mais claro.

O Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, caiu 1,25%, a 19.431,25 pontos, com a Semiconductor Manufacturing International Corp. liderando as perdas (-6,4%) depois que a China baniu a fabricante americana de chips Micron.