Bolsas da Ásia fecham em queda com segundo pior PIB da China em 47 anos; Tóquio é exceção

O PIB de 3% registrado em 2022 ficou longe do crescimento no ano anterior e da média histórica da China nas últimas décadas

A maioria das grandes bolsas asiáticas fecharam em queda nesta terça-feira (17) após a divulgação do PIB da China, o segundo mais fraco desde 1976, ano da morte de Mao Tsé-Tung e início da abertura econômica, que facilitou a entrada de empresas estrangeiras e a circulação do capital internacional.

Acostumada com PIBs na casa dos 10% nas últimas décadas, a China vem registrando índices mais moderados de crescimento, mas os 3% registrados em 2022, divulgado nesta terça pelo Departamento Nacional de Estatísticas, ficaram longe até mesmo dos resultados mais recentes.

O resultado só não foi pior que o de 2020, quando o PIB chinês cresceu apenas 2,2%.

Em 2021, o país cresceu 8,1% enquanto o mundo vivia ainda sob a fase aguda da pandemia de coronavírus e restrições pesadas de circulação.

Peso sobre as bolsas

Nesse cenário, de PIB modesto, o Hang Seng Index, índice da Bolsa de Hong Kong, fechou em queda de 0,78%, a 21.577,64, depois de operar quase o tempo todo no campo negativo por conta principalmente da publicação do PIB chinês.

Na China Continental, a Xangai Composto também fechou no vermelho, com queda de 0,10%, a 3.224,24 pontos. O índice chegou a apresentar alguma melhora no começo do dia, mas entrou em uma trajetória de queda que não foi mais abandonada até o final da sessão.

Na Coreia do Sul, o Kospi, índice da Bolsa de Seul, caiu 0,85%, a 2.379,39 pontos. O índice chegou a operar por alguns momentos no campo positivo, mas perdeu forças, caindo ao longo do pregão.

Japão registra forte alta

Por outro lado, no Japão, índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, registrou forte alta, subindo 1,23%, em contraposição à maioria das bolsas da região. Logo no começo do pregão, o índice engatou uma trajetória positiva, saltando da casa dos 25 mil pontos e fechando em 26.138,68 pontos.