Os pontos positivos e os negativos dos resultados do Nubank no 1º trimestre de 2024

Segundo o Goldman Sachs, o lucro contábil do Nubank, de US$ 379 milhões, ficou 5% abaixo das projeções

As ações do Nubank sobem nesta quarta-feira (15), após a divulgação do balanço do primeiro trimestre, na noite de terça-feira (14). Por volta de 12h30, os papéis na Nyse tinham alta de 3,46%, a US$ 11,95. Analistas, no entanto, viram os resultados como mistos.

A XP avalia que o Nubank apresentou “resultados agridoces”. “Embora o banco tenha continuado crescendo, a qualidade do crédito se deteriorou ainda mais”, diz em relatório. Como pontos positivos, eles destacam que as receitas continuaram a aumentar, o custo de atendimento por cliente permanece sob controle e as operações no México evoluem bem.

Por outro lado, destacam o aumento da inadimplência – que ficou em 6,3% no primeiro trimestre, de 6,1% no trimestre anterior – e a alta também indicador antecedente – a inadimplência de 15 a 90 dias ficou em 5%, de 4,1%.

“Olhando para a qualidade do crédito, mantemos nossa crença de que há um aumento no risco da carteira sem um aumento correspondente no conservadorismo nas provisões”, afirmam.

De acordo com o Goldman Sachs, o lucro contábil da companhia, de US$ 379 milhões, ficou 5% abaixo das projeções do banco, mas em linha com o consenso compilado pela própria empresa. O lucro líquido ajustado, de US$ 443 milhões, ficou 1% abaixo das estimativas da casa.

“Acreditamos que a melhoria sequencial nos lucros reforça a trajetória de crescimento dos lucros do Nubank, apesar dos investimentos para crescer no México”, diz o Goldman Sachs. O banco destaca que a margem financeira veio forte, mas foi compensada pelo aumento do custo do risco.

O Bradesco BBI afirma que as receitas fortes deram suporte ao alto crescimento de resultados. O lucro líquido ajustado do Nubank ficou 8,6% acima das expectativas da casa. De acordo com a instituição, os números vieram sólidos e mostram tendências positivas, mas há pontos de atenção.

Entre eles, estão maior custo de captação; taxas de juros mais baixas no crédito pessoal, refletindo um “mix” com mais consignado; e continuidade da deterioração na qualidade dos ativos.

A XP e o Bradesco BBI têm recomendação “neutra” para os papéis do Nubank. Já o Goldman Sachs tem recomendação de “compra”.

Com informações do Valor Pro, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico