Ação da Suzano (SUZB3) sobe 12% após desistência de compra da Internacional Paper

Ações da Suzano (SUBZ3) sobem no Ibovespa após empresa desistir de comprar Internacional Paper

As ações da Suzano (SUZB3) engataram alta de 12% no Ibovespa após a companhia ter informado que desistiu de adquirir a Internacional Paper (IP), dona da marca Chamex no Brasil. Nesta quinta-feira (27), os bancos Safra e BTG Pactual reiteraram a recomendação de compra para o papel da empresa de celulose no Ibovespa – o BTG cita uma possível alta de 15% a 20% “nas próximas semanas”.

A desistência de compra da concorrente internacional foi motivada, segundo a Suzano em comunicado, pela falta de acordo entre as partes sobre o preço da transação e a quebra de “condições” para a conclusão das negociações.

Suzano reverte queda ao desistir da Internacional Paper (IP)

As ações da Suzano (SUZB3) caíam 9% no Ibovespa em 2024. Isto é, até a gigante de papel e celulose brasileira divulgar ontem que havia desistido das tratativas de uma possível aquisição.

Em comunicado, a Suzano reiterou o compromisso com “disciplina de capital”, alegando que “alcançou o que entende ser o preço máximo” da transação. A empresa afirma que chegou ao preço de forma unilateral, “sem engajamento” da IP.

O valor da transação envolvia o pagamento de US$ 15 bilhões em dinheiro. Após a conclusão, a dívida líquida da Suzano saltaria para cinco vezes o lucro operacional, calcula a EQI Investimentos.

No meio tempo, a Suzano adquiriu fatia de 15% da austríaca Lenzing, produtora de tecidos a partir de celulose.

A transação marcou a entrada da companhia de Walter Schalka no setor de moda e vestuário. Conforme o acordo, a Suzano pode aumentar a participação para 30% da Lenzing doze meses após a conclusão da compra.

Safra vê ‘aumento de chance de upside’ para Suzano (SUZB3)

O Safra reiterou que o atual preço da Suzano (SUZB3) apresenta “desconto atrativo” para entrada no papel.

Em relatório, o banco afirma que no curto prazo as ações ainda devem sofrer com a queda de preços de papel e celulose à medida em que as commodities “parecem próximas” de uma baixa de ciclo.

Além disso, o fato de a Suzano ter adiado o início de operações no projeto Serrado para julho alivia preocupações dos investidores sobre demora na desalavancagem financeira.

“Notamos maiores chances de upside para as ações”, dizem analistas do Safra.

‘Não descartamos alta de 15% a 20%’ para ações da Suzano, diz BTG Pactual

De acordo com o BTG Pactual, a saída da Suzano do acordo também representa “um evento positivo para redução de risco” envolvendo a ação.

O banco afirma que o papel pode engatar alta de 15% a 20% “nas próximas semanas”

“Entretanto, como argumentamos em nossa nota recente, os investidores podem levar algum tempo para levarem os múltiplos da companhia totalmente de volta aos níveis em que estavam sendo negociadas antes do início dos rumores”.

Esta é a avaliação dos analistas Leonardo Correa, Caio Grener e Bruno Lima, do BTG.

Mesmo assim, bancos não descartam novas aquisições envolvendo a Suzano na ponta compradora.

A companhia deve continuar com foco de expansão internacional, diz o BTG. Já o Safra cita que a Suzano deve perseguir crescimento no segmento “fibra para fibra”.

Safra e BTG tem recomendação de compra para Suzano (SUZB3).

Por fim, a EQI Investimentos ainda explica que a alta do dólar tende a beneficiar os resultados financeiros da Suzano. A cotação da moeda americana contra o real saltou cerca de 13% em 2024, e hoje vale R$ 5,52.

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