Finanças para casais: como anda o planejamento do dinheiro a dois?

Pesquisa revela que 6 em cada 10 casais têm controle dos gastos

Quando o relacionamento amoroso começa a ficar mais sério, o tema dinheiro precisa entrar em pauta. Afinal de contas, deixar o bolso de lado pode se tornar um problema bastante sério. Com direito, inclusive, ao término da relação. E como a gente sabe que você não quer botar um ponto final na sua história de amor, o assunto finanças para casais merece toda a sua atenção, e do seu mozão também, claro.

O tópico é tão sério que recentemente a Serasa realizou uma pesquisa com mais de 1,4 mil consumidores para investigar a relação entre a vida amorosa e as finanças. Chamada A Saúde Financeira entre Casais, o levantamento apontou que 60% dos cônjuges brasileiros afirmam que o planejamento financeiro é um hábito entre eles.

Além disso, quando questionados sobre a divisão de contas, 40% dos entrevistados dizem preferir dividir as despesas igualmente e somente 5% admitem que não ajudam nas finanças do casal.

Conta conjunta está em desuso?

Outra informação bastante relevante da pesquisa sobre finanças para casais é o fato de que a maioria dos consumidores consultados (85%) afirma não ter uma conta conjunta. Se este também for o seu caso com o crush, saiba que optar por essa modalidade exige uma certa maturidade dos cônjuges e da relação de ambos com as finanças.

“Afinal de contas, quando se tem uma conta conjunta, acaba aumentando a necessidade de falar abertamente sobre dinheiro. Isso porque o casal deverá definir o quanto cada um pode contribuir, além de conversar sempre sobre as entradas e saídas de dinheiro”, afirma Valéria Meirelles, psicóloga e especialista em psicologia do dinheiro da Serasa.

Diálogo é tudo nas finanças para casais

E falar sobre dinheiro, realmente, não é uma tarefa fácil para os casais. Ainda de acordo com o levantamento da Serasa, 52% dos brasileiros concordam que a situação financeira impacta diretamente na vida amorosa.

“Por mais que os casais saibam que é importante ter intimidade financeira, aquele mito de que ‘falar sobre dinheiro desgasta a relação’ ainda existe. Mas, na verdade, isto deveria ser o contrário”, comenta Valéria.

Dinheiro pode sim atrapalhar a relação

E, por fim, a pesquisa também conversou com os casais separados ou divorciados. A questão direcionada a eles foi o principal motivo que os levaram ao término da relação. E sabe o que ficou em segundo lugar? Os problemas financeiros (27%), atrás daquilo que é, de fato, uma das grandes adversidades entre os casais: as dificuldades na comunicação (41%).

Além disso, 19% dos entrevistados revelaram já terem tido seu nome negativado por causa do parceiro. “A gente sabe que falar sobre dinheiro não é romântico, mas, por outro lado, é muito necessário. Inclusive, para evitar até situações de violência patrimonial. Por isso, é muito importante que cada indivíduo saiba quais são seus direitos em uma relação, e o dinheiro entra nesse requisito também”, alerta Valéria.

Dicas para cuidar melhor do bolso a dois

Para deixar as contas realmente acertadas com o mozão, a gente pediu a ajuda da psicóloga, que separou duas dicas sobre como lidar com as finanças em casal. Veja só.

Escolha a melhor divisão de gastos

Existem duas formas na hora de compartilhar o dinheiro a dois. A começar, a chamada divisão equitativa, em que o valor repartido é proporcional ao salário recebido. Ou seja, quem ganha mais, contribui com a maior parte. E, claro, quem recebe menos, ajuda com um valor menor.

Tem também a divisão igualitária, em que ambos contribuem com o mesmo valor, independentemente se uma pessoa ganha mais do que a outra. “Portanto, é muito importante que o casal converse para evitar qualquer tipo de injustiça”, pontua Valéria.

Defina quem cuidará das finanças

É possível que os dois façam essa curadoria do dinheiro juntos, ou apenas uma parte da planilha de gastos seja trabalhada em dupla. Por outro lado, também existe a possibilidade de que apenas um dos cônjuges seja o responsável por ficar de olho nos gastos do casal.

“O que não pode é ficar endividado. Por isso, conversar de maneira que um não se sinta desconfortável em relação a sua posição é extremamente importante”, ressalta a psicóloga.