Itaú BBA eleva preço-alvo da Copel (CPLE6) e mantém recomendação de compra

Banco coloca potencial de alta de 25% sobre a cotação atual do papel

O Itaú BBA elevou o preço-alvo da Companhia Paranaense de Energia (Copel; CPLE6) de R$ 7,40 para R$ 9,60 por ação em 2023, mantendo a recomendação de compra. O valor representa um potencial de alta de 25% sobre a cotação atual.

O banco diz que o processo de privatizações vem evoluindo rapidamente, superando marcos importantes. Dentre elas, destacam a aprovação do Projeto de Lei 493/2022, que visa transformar a Copel em sociedade anônima de capital fechado, e a resolução do Ministério de Minas e Energia (MME) estabelecendo bônus de concessão para renovação de três usinas hidrelétricas.

Além disso, o banco cita o acordo entre o governo do Paraná e o Itaú, que pôs fim a uma antiga disputa e suspendeu as restrições ao governo do estado de vender suas ações na oferta secundária.

O Itaú aponta que os próximos marcos importantes são a aprovação dos termos da privatização e a definição do preço mínimo de acompanhamento pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e lembra que, assim como no caso da privatização da Eletrobras, o preço mínimo não será divulgado, mas deverá estar acima do valor contábil, que foi de R$ 7,7 por ação no quarto trimestre de 2022.

“Vemos isso como um dos principais riscos do negócio: se o preço mínimo for muito alto, pode não haver demanda suficiente. A empresa espera que o follow-on aconteça até outubro de 2023, com o bônus de concessão sendo pago em novembro”, observam os analistas Marcelo Sá, Filipe Andrade, Luiza Candiota e Matheus Marques.

Diferentemente da operação da Eletrobras, em que a oferta foi majoritariamente primária, eles esperam que a Copel se torne uma sociedade anônima por meio de uma oferta secundária, com o governo do Paraná reduzindo sua participação.

Os analistas também acreditam que os benefícios da privatização mais do que compensam o rico bônus de concessão que terá de ser pago para renovar as concessões de geração. Além disso, veem espaço para mais ganhos de eficiência, ainda que bem menores do que havia sido projetado para a privatização da Eletrobras.

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