BoE eleva os juros em 0,25 ponto para 4,25% e afirma que novas altas podem acontecer

Em comunicado, o banco central britânico também informou que monitora o setor bancário e as condições de crédito das famílias e empresas

O Banco da Inglaterra (BoE) elevou sua taxa de juros básica em 0,25 ponto percentual nesta quinta-feira (23) para 4,25% e informou que poderá elevar os juros ainda mais caso a as pressões inflacionárias se mostrem persistentes.

Em comunicado, o banco central britânico também informou que monitora o setor bancário e as condições de crédito das famílias e empresas e afirmou que o sistema bancário do Reino Unido é resiliente e tem forte liquidez.

A expectativa era de que o BoE mantivesse os juros inalterados nesta reunião mas uma reaceleração da inflação em fevereiro fez o banco central optar por uma nova alta. Depois de cair de 10,5% em dezembro para 10,1% em janeiro, o índice de preços ao consumidor (CPI) voltou a subir para 10,4% em fevereiro.

O BoE também informou que o PIB fique estável em 2023 mas deve subir ligeiramente no segundo trimestre em vez de cair 0,4% como estimado anteriormente em fevereiro.

“Como a garantia de preço de energia (EPG) do governo será mantida em 2.500 libras por mais três meses a partir de abril, a renda real disponível das famílias pode permanecer praticamente estável no curto prazo, em vez de cair significativamente”, diz o documento.

Mercado de trabalho

O texto também ressalta que o mercado de trabalho permaneceu apertado desde a reunião de fevereiro e novos dados apontam para um crescimento do emprego mais forte do que o esperado no segundo trimestre de 2023 e uma taxa de desemprego estável em vez de crescente.

“A inflação medida pelo CPIde fevereiro IPC aumentou inesperadamente mas continua a cair acentuadamente ao longo do resto do ano. A inflação de serviços tem estado em linha com as expectativas”, aponta o BoE.

“O mercado de trabalho permaneceu apertado, e as trajetórias de curto prazo do PIB e do emprego provavelmente serão um pouco mais fortes do que o esperado anteriormente. Embora o crescimento dos salários nominais tenha sido mais fraco do que o esperado, as pressões de custos e preços permaneceram elevadas”, diz o comunicado do BoE para justificar a alta nos juros.

Leia a seguir

Leia a seguir