Como o Japão está lidando com a inflação?

País asiático liberou US$ 15 bilhões em subsídios para conter escalada de preços

O Japão anunciou que vai liberar 2 trilhões de ienes (US$ 15 bilhões) em subsídios para famílias de baixa renda e para reduzir as contas de energia no país como parte de um novo pacote econômico que visa diminuir a inflação no país.

O pacote deve ser anunciado oficialmente na quarta-feira e prevê o envio de 30 mil ienes (US$ 227) para cada família de baixa renda e 50 mil ienes (US$ 379,39) por criança.

A coalizão que governa o país, liderada pelo Partido Liberal Democrático, tem pressionado o primeiro-ministro Fumio Kishida a tomar medidas adicionais para aliviar o impacto da inflação na população antes de uma série de eleições locais que vão acontecer nos próximos meses.

“Vamos elaborar medidas adicionais e implementá-las rapidamente para proteger os meios de subsistência e os negócios das pessoas”, disse o secretário-chefe do gabinete, Hirokazu Matsuno, em coletiva de imprensa.

O governo já aplicou subsídios nas contas de serviços públicos visando reduzir os preços de eletricidade e gás no país, além de subsídios a vendedores de petróleo para evitar que os preços da gasolina e do querosene subissem de maneira acentuada.

O governo também distribuiu dinheiro para famílias de baixa renda com filhos como parte de um pacote anterior.

Os preços ao consumidor no Japão subiram 4,2% em janeiro em relação ao ano anterior, a maior alta na inflação do país em cerca de quatro décadas. Como os custos mais altos de energia, puxados por um iene mais fraco, impulsionam a inflação, o governo se moveu para reduzir as contas de serviços públicos neste ano.

De acordo com o plano, os municípios locais utilizarão cerca de 1,2 trilhão (US$ 9,1 bilhões) de ienes em fundos fornecidos pelo governo de Tóquio para reduzir as tarifas de gás e oferecer o auxílio para famílias de baixa renda.

O governo, por sua vez, gastará cerca de 1 trilhão de ienes (8,5 bilhões) para dar os 50 mil ienes por criança para famílias de baixa renda.

Leia a seguir

Leia a seguir