Governo confirma salário de R$ 1.320 e reajuste permanente considerando inflação e crescimento do PIB

A política é a mesma que vigorou nos governos anteriores do PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar medida provisória elevando o salário mínimo para R$ 1.320 até o dia 1º de maio, quando é celebrado o Dia do Trabalho. O valor do salário mínimo atual é R$ 1.302.

A informação foi confirmada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, após reunião na quinta-feira (27), no Palácio da Alvorada, com Lula e representantes de centrais sindicais.

O ministro também declarou que o governo vai encaminhar ao Congresso projeto de lei estabelecendo a política de valorização do salário mínimo. O reajuste vai levar em conta a inflação (medida pelo INPC) mais o crescimento do PIB consolidado, considerando os dois anos anteriores.

A política é a mesma que vigorou nos governos anteriores do PT.

Marinho disse acreditar que o governo não deve encontrar resistência no Congresso. Participaram do encontro a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

Reajuste para servidores federais

Lula deve sancionar nesta sexta-feira (28), em cerimônia no Palácio do Planalto, projeto de lei que autoriza o reajuste de 9% do salário dos servidores públicos federais, incluindo aposentados e pensionistas. O texto da medida foi aprovado em sessão conjunta do Congresso Nacional.

O aumento vai ser concedido de forma linear a todas as categorias. A primeira folha com o reajuste será a de junho.

De acordo com informações do governo federal, o aumento salarial vai beneficiar mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.

Os termos do acordo que viabilizaram o reajuste foram definidos entre o governo federal e entidades representativas dos servidores públicos no fim de março. O percentual do aumento já estava previsto no orçamento deste ano, mas ainda seria necessária a aprovação pelo Congresso para que o benefício fosse efetivado.

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