Ata do Fed projeta novas altas nos juros dos EUA e cita risco de recessão

Objetivo é derrubar a inflação, mesmo com risco de aumento do desemprego e baixo crescimento econômico

A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, apontou que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) devem realizar novas altas nas taxas de juros do país, preocupados com a inflação no país, que superou 8% em 2022 e atingiu uma marca não vista há mais de 40 anos.

Segundo o documento, publicado no site da entidade às 16h (horário de Brasília), os dados mais recentes de inflação, referente ao mês de novembro, mostraram certa moderação na alta dos preços, no entanto, serão necessárias novas altas nos Fed Funds, a taxa básica de juros americana.

Quais são as consequências das decisões do Fed?

A ação contracionista gera suas consequências, e o colegiado está ciente delas, citando que para trazer de volta a inflação para o centro da meta, de 2%, vai tomar as medidas que considerar necessárias, mesmo sob o risco de aumentar o desemprego e afetar o crescimento econômico do país.

Na reunião dos dias 13 e 14 de dezembro, o comitê elevou as taxas de juros em 0,50 ponto percentual, uma desaceleração após quatro aumentos seguidos de 0,75 ponto, elevando as taxas para um intervalo entre 4,25% e 4,50%.

Analistas e investidores acreditam que neste ano o intervalo ultrapassará os 5%, segundo as agências de risco.

Os membros do colegiado também demonstraram temores com o aumento dos riscos de desaceleração e até mesmo de uma recessão econômica, e descartaram qualquer corte na taxa neste ano de 2023.

A ata ainda citou que os efeitos da guerra na Ucrânia e os choques de oferta nas cadeias produtivas, ainda em consequência da pandemia da covid-19, estão afetando duramente os preços dos produtos no país.

Colaborou Allan Ravagnani

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