Azul (AZUL4) amplia operações em Congonhas de olho em ‘Faria Limers’

Aérea retoma voos diretos para Curitiba e Porto Alegre, e terá rota Congonhas-Brasília, eixo importante no mercado corporativo

A companhia aérea Azul (AZUL4) deu início nesta segunda-feira a sua operação ampliada no terminal de Congonhas (SP), o mais disputado no país. A ampliação chegou após o grupo receber mais slots no aeroporto ante a divisão definitiva dos horários da antiga Avianca Brasil (OceanAir), assim como parte dos slots decorrentes do aumento da capacidade do terminal.

Entre as novidades da aérea hoje estão o lançamento da rota Congonhas-Brasília, eixo importante no mercado corporativo, além da retomada de voos diretos para Porto Alegre e Curitiba.

“Vamos transportar 10 mil clientes hoje a partir de Congonhas [antes, o número rondava os 2 mil, uma vez que a empresa operava basicamente a ponte aérea pelo terminal]. Quase todos os voos são sair lotados. Esperamos esse dia a mais de uma década”, disse o CEO da empresa, John Rodgerson, ao Valor. No total, o grupo vai ter 98 voos por dia saindo do terminal — considerando também as decolagens da pista auxiliar via Azul Conecta, braço de aviação regional da empresa.

A empresa realizou um evento em Congonhas para marcar o início da operação. Segundo o executivo, a ampliação abre portas para muitos clientes conhecerem a Azul, em especial o passageiro de negócios da Faria Lima (importante eixo corporativo de São Paulo) e que acabava não voando com a aérea por causa do hub ser em Campinas (cerca de uma hora e meia de carro da capital paulista).

“A azul em Congonhas ajuda a Azul em Lisboa, ajuda a Azul em Curaçao [Caribe]. Todos os destinos hoje são mais fortes com Congonhas”, disse o executivo. Antes, a empresa tinha de 41 slots, número que passou para 84, um aumento de 104%. Latam e Gol, líderes no terminal, têm cerca 240 slots cada.

A ampliação da Azul em Congonhas abriu espaço também para novos voos na rota Rio-São Paulo — agora serão 13, contra 11 antes.

A grande novidade foi o anúncio da rota Congonhas-Brasília, inédita na malha da Azul. Também ganhou destaque o retorno das conexões diretas com Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR) — elas foram canceladas em meados de 2019 quando a empresa optou por concentrar esforços na ponte aérea Rio-SP. A decisão ocorreu após a Azul ter ganhado de forma temporária parte dos slots da Avianca Brasil. O grupo está ampliando também voos para Belo Horizonte e Recife, principais hubs regionais da companhia.

O executivo defendeu ainda que a ampliação da Azul no terminal é benéfica ao consumidor, uma vez que tende a pressionar os preços. “Todo mundo reclama do preço de passagem. Eu coloquei mais oferta no mercado. As tarifas hoje são menores do que sem a Azul”, disse.

Questionado sobre janelas de oportunidade que a maior presença em Congonhas pode abrir, o executivo disse que o Centro Oeste pode ter um papel importante nos voos a partir do terminal. “Somos muito fortes em Cuiabá e na região [em especial por causa do cliente do agronegócio]. Mas agora queremos focar nas cidades que anunciamos”, disse.

A aérea lançou uma promoção no programa de pontos, Tudo Azul, para os clientes que vão usar Congonhas. Os viajantes que ainda não são cadastrados vão ganhar 5 mil pontos ao usar o QR code especial no terminal e dentro das aeronaves. Para os que já são cadastrados, a empresa está oferecendo pontuação dobrada nos voos com origem e destinos Congonhas entre 27 de março e 30 de junho.

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