Eve, da Embraer (EMBR3), tem prejuízo de US$ 20 milhões no 4º tri e pretende lançar protótipo de ‘carro voador’ em 2023

Empresa diz ver com sucesso o seu primeiro ano de operações independentes

A Eve, subsidiária da Embraer (EMBR3) registrou prejuízo líquido de US$ 20 milhões no quarto trimestre, ante perdas de US$ 8,29 milhões no ano anterior, com o aumento de despesas operacionais para o desenvolvimento do seu carro voador autônomo. A companhia ainda não registra receitas.

A companhia, que surgiu a partir de cisão realizada pela Embraer e subsequente fusão com a empresa de aquisição de propósito específico (Spac, na sigla em inglês) Zanite, afirma que vê com sucesso o seu primeiro ano de operações independentes.

Ao fim do quarto trimestre, em dezembro, a Eve destaca que alcançou pedidos para 2.770 pedidos de carros voadores, de 26 clientes, somando uma carteira de aproximadamente US$ 8,3 bilhões. Não houve novos pedidos realizados nos três meses finais de 2022.

Despesas operacionais

No acumulado de 2022, o prejuízo líquido da Eve ficou em US$ 174 milhões, ante US$ 18,2 milhões no ano anterior. As despesas operacionais com desenvolvimento ficaram em US$ 51,8 milhões entre janeiro e dezembro, ante US$ 13,2 milhões em 2021.

Carro voador

Em 2023, a companhia espera continuar avançando no desenvolvimento do seu veículo autônomo, também chamado de ‘carro voador’, projetando a divulgação do primeiro protótipo no segundo semestre. A Eve também pretende realizar testes do seu software de controle de tráfego aéreo.

“Pretendemos selecionar os fornecedores de componentes críticos da nossa aeronave (bateria, propulsão, entre outros) no primeiro semestre”, comentam. A campanha de certificação do veículo autônomo deve ocorrer em 2024.

Há pouco, as ações da Eve negociadas na Bolsa de Nova York (Nyse) tinham estabilidade no pré-mercado.

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