Itaú BBA eleva recomendação de Vale (VALE3) de neutro para compra e mantém preço-alvo

Analistas dizem que o setor de siderurgia da China começa a dar sinais de uma recuperação continuada

O Itaú BBA elevou a recomendação de Vale (VALE3) de neutro para compra e manteve o preço-alvo em R$ 94, potencial de alta de 15% sobre o fechamento de ontem. O preço-alvo dos recibos de ação (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York (Nyse) também foi mantido em US$ 18, potencial de 15,4%.

Os analistas liderados por Daniel Sasson escrevem que o setor de siderurgia da China começa a dar sinais de uma recuperação continuada, o que deve sustentar os preços do minério de ferro em patamares elevados, dada a dinâmica de oferta da commodity ainda restrita.

O banco acredita que o minério vai terminar o ano em US$ 115 a tonelada, ante previsão anterior de US$ 105 a tonelada, com oferta reduzida durando pelo menos até o terceiro trimestre, com limitação na capacidade de produção das grandes mineradoras na Austrália, Brasil e Canadá.

Neste cenário, as ações da Vale se tornam uma opção atrativa de investimentos, com múltiplos abaixo da média histórica, além de um desconto entre 25% a 30% sobre as mineradoras australianas. Projetam também que a companhia terá um rendimento de 11% sobre o fluxo de caixa livre que será quase todo distribuído aos acionistas.

Sasson elevou a estimativa de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Vale em 14% para 2023, a US$ 22,8 bilhões. Ele projeta que a companhia vai produzir 310 milhões de toneladas de minério de ferro no ano, na parte de baixo da meta que vai até 320 milhões de toneladas.

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