Bolsas da Europa fecham em queda firme com crise bancária; Credit Suisse cai 24%

Temores relacionados à saúde do setor financeiro global derreteram o valor das ações do Credit Suisse, que pediu ajuda ao BC da Suíça, segundo jornal

Os principais índices acionários da Europa encerraram o dia em queda firme, impulsionadas pelo agravamento das tensões no setor bancário após o Saudi National Bank, maior acionista do suíço Credit Suisse, declarar que não vai fornecer mais liquidez para o banco.

As preocupações, que começaram há poucos dias depois do colapso do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank, se alastraram pelos mercados, fazendo com que os investidores abandonassem os ativos de risco em busca de segurança.

Índices

Após ajustes, o índice Stoxx 600 fechou em queda de 2,92%, a 436,45 pontos.

O índice DAX, de Frankfurt, teve perda de 3,27%, a 14.735.26 pontos.

O FTSE 100, de Londres, registrou queda de 3,83%, a 7.344,45 pontos.

O francês CAC 40 contabilizou recuo de 3,58%, a 6.885,71 pontos.

Euro e libra

Entre as moedas da região, por volta das 14h10, o euro tinha queda de 1,61%, a US$ 1,05544, enquanto a libra caía 1,05%, a US$ 1,20206.

Títulos

Já no mercado de títulos europeu, o rendimento do papel de 10 anos da Alemanha recuava a 2,125%, de 2,415%, no fechamento anterior, enquanto os rendimentos dos gilts britânicos de 10 anos caiam a 3,320%, de 3,474% no último fechamento.

O yield do papel de 10 anos da Itália cai para 4,095%, de 4,310%.

Ações do Credit Suisse

As ações do Credit fecharam o dia em queda de 24,24%. No início da tarde, o Financial Times informou, citando fontes, que o Credit Suisse pediu ajuda ao banco central da Suíça – o Banco Nacional da Suíça – e ao regulador do mercado suíço, o Finma, para que mostrem seu apoio publicamente em meio a situação.

“Continuamos preocupados que esses efeitos cascata continuem a se espalhar pela economia e [nós] mantemos uma exposição defensiva neste momento”, disse John Leiper, diretor de investimentos da Titan Asset Management.

A turbulência no setor bancário acontece nas vésperas da decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), que acontece amanhã.

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