Bolsas da Europa fecham em alta firme após compra do Credit Suisse pelo UBS

Investidores avaliaram as notícias do fim de semana, após o UBS ter comprado o Credit Suisse por US$ 3,25 bilhões

As bolsas europeias encerraram o pregão de hoje em alta firme, ao redor de 1%, depois que a compra do Credit Suisse pelo UBS ajudou a acomodar os temores dos mercados sobre uma crise bancária mais ampla, após a quebra de bancos regionais nos EUA ter aprofundado os problemas de liquidez do banco suíço.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,98%, a 440,60 pontos. Em Frankfurt, o DAX teve avanço de 1,12%, a 14.933,38 pontos, o londrino FTSE 100 subiu 0,93%, a 7.403,85 pontos, e o parisiense CAC 40 acumulou ganho de 1,27%, a 7.013,14 pontos.

Autoridades da Suíça fecharam um acordo durante o fim de semana e o UBS aceitou fechar a compra do Credit Suisse por US$ 3,25 bilhões, valor muito descontado em relação ao preço de fechamento da ação do Credit na última sexta-feira, de 1,86 franco.

Setor bancário

Em resposta, a ação do banco derreteu 55,74% hoje, cotada a 0,82 franco suíço. Já o papel do UBS terminou o dia em alta de 1,26%, a 17,33 francos suíços na Bolsa de Zurique. O alívio pelo acordo repercutiu principalmente entre ações de bancos, e o índice Euro Stoxx Banks subiu 1,97%, a 98,90 pontos.

Ainda que a compra do Credit Suisse encerre os problemas de liquidez enfrentados pelo banco nos últimos anos, a recente crise bancária fragilizou a confiança no setor financeiro, o que deve levar a um aperto maior das condições monetárias e, consequentemente, à desaceleração da atividade econômica global, alerta a consultora-sênior de mercados da Capital Economics, Vicky Redwood.

Isso, por sua vez, terá consequências sobre as decisões do Banco Central Europeu (BCE), que em algum momento terá de deixar a luta contra a inflação de lado e cortar juros para reestabelecer a confiança no setor financeiro, diz Redwood.

Hoje, durante audiência no Comitê de Assuntos Financeiros e Monetários do Parlamento Europeu, a presidente do BCE, Christine Lagarde, reforçou que o foco da autoridade monetária da zona do euro, no momento, é conter a alta de preços mesmo diante do ambiente atual conturbado.

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