Bolsa americana deve anotar mínimas no 3º tri, diz BTG

Laercio Henriques, chefe de renda variável do BTG, diz que as bolsas dos EUA têm assimetria negativa no momento

Por mais que, nas palavras de Laercio Henriques, chefe de renda variável do BTG Pactual, seja difícil apostar contra a bolsa americana, a casa está vendida nas ações dos Estados Unidos e espera que o mercado atinja seu ponto mais baixo no terceiro trimestre de 2023.

“A assimetria é negativa no momento”, disse durante o painel “Cenário Macro e Mercado de Renda Variável” do evento BTG Together.

O executivo afirma que, mesmo com o mercado americano iniciando fase de revisões de expectativas de lucro das empresas no fim do ano passado, o S&P 500 ainda negocia com múltiplo de 19x Preço/Lucro, número superior à média dos últimos anos, de 17x, registrada em período de juro zero.

Além disso, aponta que a dispersão dos ganhos está baixa, com 90% da alta do ano concentrada em 10 empresas.

Temporada de balanços no horizonte

“Apesar do ‘call’ ainda não ter dado resultado, estamos vendidos. A próxima temporada de balanços vai ser importante para entendermos como se dará o aprofundamento do ciclo de revisões, que costuma durar de 12 a 14 meses. A partir disso, acreditamos que o mercado alcançará seu ponto mais baixo no terceiro trimestre e, depois disso, as oportunidades de compra podem voltar a aparecer”, afirmou Henriques.

‘Hard landing’ nos EUA

No cenário macro, Julio Filho, gestor de portfólio do BTG Pactual, diz esperar um processo de “hard landing” (desaceleração mais acentuada) da economia americana, seguido de um ciclo de corte de juros sem precedentes.

“Estamos tendo sinais de desaceleração, como a crise bancária, e devemos ter cada vez mais eventos nesse sentido. Nossa expectativa é que a economia americana tenha queda firme após forte ciclo de aperto monetário e que o Fed possa cortar mais de 4 pontos percentuais à frente, criando grandes oportunidades no mercado de juros”, disse.

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