Cogna (COGN3) se destaca com forte alta das ações; analistas estão otimistas, mas fazem ressalvas

Itaú BBA diz que companhia deve ter aumento no volume alunos, mas preços devem permanecer estáveis; J.P. Morgan eleva recomendação

O J.P. Morgan elevou a recomendação de Cogna (COGN3) de venda para neutro, observando que o processo de reestruturação da companhia foi bem sucedido e ela está bem posicionada para retomar crescimento.

O banco não tem preço-alvo para as ações, mas uma análise de sensitividade projeta um valor justo para os papéis entre R$ 1,90 e R$ 2,80. Há pouco, subiam 6,94%, a maior alta do Ibovespa, cotadas em R$ 1,94.

Por volta das 13h15 desta sexta-feira, o valor das ações subia 4,40% na bolsa, com os papéis cotados a 1,90.

Retomada do crescimento

Os analistas Marcelo Santos, Jessica Mehler e Froylan Mendez escrevem que a Cogna retomou crescimento de receitas em ensino superior no segundo semestre e a tendência deve continuar neste ao.

“Mesmo com alavancagem ainda elevada, a companhia tem dinheiro em caixa para pagar todos os vencimentos de 2023, reduzindo a pressão para reestruturar dívidas”, comentam.

Eles calculam que a alavancagem da Cogna no fim do quarto trimestre era de 3,2 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda, fazendo com que a companhia consuma caixa, muito por conta do pagamento de juros.

A preferência do banco se mantém para outras empresas, como Afya e Yduqs, ambas com recomendação de compra, entre ações do setor de educação brasileiro.

Análise do Itaú BBA

A Cogna parece ter alcançado um ponto de inflexão nas suas operações de ensino superior, mas o cenário macroeconômico desafiador deve limitar um crescimento maior em 2023, diz o Itaú BBA.

Os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Generali Marquezini e Felipe Amancio escrevem que a companhia deve apresentar crescimento nos volumes de novos alunos em cursos presenciais, mas os preços devem se manter estáveis.

Braço de ensino básico deve ter bons resultados

A Vasta, unidade de ensino básico, deve ter resultados robustos no ano, com boa demanda por seus produtos e os contratos assinados nos últimos trimestres, causando um aumento na alavancagem operacional e expansão nas margens.

Após reunião com a diretoria da Cogna, o banco nota que os executivos têm confiança na meta de geração de caixa em R$ 1 bilhão em 2024 com as iniciativas de reestruturação, o que vai reduzir a alavancagem financeira.

O Itaú BBA tem recomendação neutra para Cogna, com preço-alvo em R$ 3. Há pouco, as ações subiam 7,94%, cotadas em R$ 1,95.

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