Mesmo com dívidas, Black Friday chama atenção. Como se programar financeiramente?

Levantamento da CNDL mostra que 4 em cada 10 brasileiros estão negativados, mas 85% dos consumidores pretendem comprar e 68% usará o cartão de crédito para parcelar
Pontos-chave:
  • Responda as três perguntas mais importantes: "Eu quero? Eu preciso? Eu posso pagar?"
  • Parcelar pode ser um bom negócio, desde que seja sem juros

Com a aproximação das duas datas comerciais mais importantes para o calendário comercial nacional – Black Friday e Natal – o perfil do brasileiro para este ano não é dos melhores. O volume de endividamento destes brasileiros aumentou em média 11,17% comparado ao mesmo período de 2021, foi o que apontou dados da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas). 

O valor médio da dívida deste consumidor negativado, por sua vez, chegou a R$ 3.668,96 em setembro. Mesmo assim, a Black Friday deve movimentar bilhões de reais neste ano. Somente no e-commerce, a previsão é de R$ 6,05 bilhões nas vendas on-line.

Além disso, ainda de acordo com a CNDL, 85% dos consumidores pretendem realizar alguma compra nesse período.

Consoles de videogame e jogos, celulares e televisores estão no topo das listas de compras dos brasileiros. Já com relação ao pagamento, 68% dos consumidores pretendem continuar utilizando o cartão de crédito para realizar operações.

E por maior que a vontade de comprar algo seja grande, Bruna Alleman, educadora financeira da Acordo Certo, alerta: “a Black Friday pode ser um bom momento para aquisição de produtos com preços menores, mas é preciso atenção em dois pontos: não sair comprando desnecessariamente e com o uso do cartão de crédito”.

Como garantir aquele presente sem comprometer o orçamento?

Entrevistamos Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil para nos dar algumas dicas para aproveitar o período da Black Friday sem estresse.

Antes de tudo, responda três perguntas simples

Eu quero? Eu preciso? Consigo pagar? “Se essas três perguntas forem respondidas de forma positiva, deve-se perguntar qual a importância dessa compra para o planejamento e/ou lazer de fato. Se não é apenas uma compra por impulso”, diz Idean.

Pondere na balança o que vai trazer mais realização pessoal. Questione se é melhor fazer a compra de um bem ou serviço ou investir para um projeto maior como uma viagem sonhada, um curso no exterior, a compra de um imóvel ou a busca pela liberdade financeira.

Cartões com proteção de preços valem a pena? Como funcionam?

Resumindo, sim!

Normalmente, eles buscam “garantir” o preço mais baixo ao fazer comparações com todo o mercado. O que pode ajudar bastante na hora de comprar algo na Black Friday.

“De modo geral são vantajosos, só que ainda assim é válida uma pesquisa prévia também para que não haja furo nesse “preço mais baixo”. Eles também normalmente ofertam cashback, então, além de comprar mais barato, o cliente pode ter parte desse dinheiro de volta e usar em outra compra”, comenta Idean.

Parcelar as compras parece uma boa saída para caber no orçamento, mas pode gerar mais dívidas. Como evitar isso?

Dividir as compras em parcelas desde que sem juros é a melhor opção. “É interessante estabelecer um teto para o quanto esse parcelamento representará do seu custo total mensal. Aí, claro, some este montante às compras anteriores, remendando-se até o limite de 30%. Assim, é possível ter uma relação mais saudável com o dinheiro, fazer sobrar e ter mais margem de manobra no orçamento”, explica Idean.

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Quando é a Black Friday?

Este ano, a Black Friday está programada para o dia 25 de novembro, curiosamente, um dia após a estreia do Brasil na Copa do Mundo 2022. Mas algumas lojas já começam o esquenta com promoções no início do mês.

Colaborou Anne Dias