Meta (META) anuncia corte de 11 mil funcionários e Zuckerberg admite culpa; ações sobem em NY
Zuckerberg disse que fez estimativas erradas da continuidade no crescimento de atividade online após a pandemia
A Meta (META), dona do Facebook e do Instagram, anunciou nesta quarta-feira que vai cortar mais de 11 mil funcionários, o equivalente a 13% do total, realizando sua primeira reestruturação para tentar reduzir pressões nos preços das ações em meio a redução nas receitas com anúncios.
Em mensagem enviada a funcionários, o diretor-presidente da controladora do Facebook e Instagram, Mark Zuckerberg, disse que o corte vai acontecer em todas as áreas e regiões geográficas.
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As ações da Meta (META) subiam 3,19% no início da manhã, ainda no pré-mercado da Nasdaq, em Nova York.
Escritórios menores
A empresa também vai reduzir espaço nos seus escritórios, implementando divisão de mesas, além de estender o congelamento de novas contratações pelo menos até o primeiro trimestre de 2023.
“Esse é um momento triste, mas não tem outro jeito”, escreveu Zuckerberg, adicionando que fez estimativas erradas da continuidade no crescimento de atividade online após a pandemia. “Eu errei e assumo responsabilidade por isso.”
Primeiro corte em massa
É a primeira vez nos 18 anos da Meta que a companhia realiza cortes de pessoal, indicando os desafios de maior competitividade e regulatório que a empresa, e o setor de tecnologia como um todo, enfrentam.
A companhia reiterou suas metas de receitas no quarto trimestre na faixa entre US$ 30 bilhões e US$ 32,5 bilhões. As despesas neste ano devem ficar entre US$ 85 bilhões e US$ 87 bilhões. Para 2023, as despesas devem ficar entre US$ 94 bilhões e US$ 100 bilhões.