Pressão de commodities derruba Ibovespa, que fecha em queda de 0,31%; dólar sobe 1,31% e vai a R$ 5,65

Bolsa de valores hoje: veja como se comportaram o Ibovespa e o dólar nesta terça-feira (10) e o que movimentou os ativos

O Ibovespa terminou a sessão de hoje em queda. Mesmo com um dado de IPCA melhor do que o esperado e que ajudaria a diminuir apostas por um corte de juros mais duro do Copom na reunião de setembro, números mais fracos vindos da China e reduções na previsão de crescimento da demanda por petróleo afetaram as ações de empresas de commodities, como Petrobras (ON -2,14%) e Vale (-1,20%).

Ibovespa hoje

O índice terminou o dia em queda de 0,31%, aos 134.320 pontos. Na mínima intradiária, o Ibovespa tocou os 133.754 pontos, e na máxima bateu 134.738 pontos.

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O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 14,9 bilhões no Ibovespa e de R$ 18,9 bilhões na B3.

As importações chinesas subiram 0,5% ao ano em agosto, bem abaixo da estimativa de uma alta de 2,5%. Os dados foram divulgados hoje pela Administração Geral de Alfândegas.

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“Tivemos dados de importação da China muito ruins. Isso acabou gerando um mal-estar por falta de algo novo que desse mais ânimo ao apetite do investidor”, observou o analista da Nova Futura Investimentos Alan Martins.

O profissional alertou que os números reforçaram uma “sinalização ruim” em termos de demanda chinesa.

Commodities como o minério de ferro terminaram o dia em leve queda de 0,07%, a 675 yuans (US$ 94,88) a tonelada. As ações da Vale, por sua vez, encerraram o pregão com recuo de 1,20%, cotadas a R$ 56,00.

Outro destaque negativo da sessão ficou por conta da Petrobras. As ações ordinárias da companhia recuaram 2,14% hoje, aos R$ 40,79, enquanto os papéis preferenciais contraíram 1,66%, cotados a R$ 37,33.

Pesou sobre as ações da petroleira a redução da previsão de crescimento da demanda de petróleo em 2024 e 2025 anunciada nesta terça-feira pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Em relatório, a Organização estimou que a demanda deve aumentar em 2,03 milhões de barris por dia este ano e em 1,74 milhão de barris por dia em 2025, o que estaria abaixo das previsões de 2,11 milhões e de 1,78 milhões de barris feitas anteriormente.

O contrato de petróleo Brent para novembro fechou o dia com recuo de 3,69%, a US$ 69,19 por barril, enquanto o contrato de petróleo WTI para outubro terminou com queda de 4,31%, a US$ 65,75 por barril.

O sócio-fundador da Encore Asset Management, João Braga, afirma que, desde a divulgação do “payroll” na sexta-feira, agentes financeiros colocaram na conta de que uma sinalização em torno de um corte de 0,25 ponto nos “Fed Funds” poderá colocar a economia americana numa desaceleração mais dura, diante de dados mais fracos de atividade.

“O mercado dá essa pista quando você olha para a grande queda do petróleo, recuo dos juros longos e do Russell 2000 caindo e o S&P 500 subindo”, destaca Braga.

Apesar do fluxo de saída no começo do mês, o executivo acredita que o movimento anterior, em julho e agosto, foi positivo e rápido e que tende a não ser revertido com agilidade.

Dólar hoje

O mau humor externo chacoalhou o mercado de câmbio nesta terça-feira e provocou um aumento relevante de prêmios de risco no real.

O dólar voltou a ficar acima de R$ 5,65 e atingiu o maior nível em um mês, no momento em que os mercados refletiram a aversão a risco derivada da perda de fôlego da economia chinesa.

Os preços do petróleo tiveram forte queda e se somaram à ansiedade elevada entre os investidores antes do debate entre o republicano Donald Trump e a democrata Kamala Harris, que concorrem à presidência dos Estados Unidos, no momento em que Trump aparece à frente nas bolsas de apostas e gera um viés de alta do dólar globalmente.

No fim dos negócios no mercado à vista nesta terça-feira, o dólar era negociado a R$ 5,6546, em alta de 1,31%.

Já o euro comercial encerrou a sessão cotado a R$ 6,2346, avanço de 1,21%.

Bolsas de Nova York

Os principais índices acionários de Nova York encerraram o dia sem uma direção única, em meio a forças distintas que empurraram as bolsas para ambas direções.

De um lado, as fortes perdas no petróleo pressionaram os papéis ligados ao setor de energia, derrubando o Dow Jones.

De outro, os ganhos no setor de tecnologia deram gás para o Nasdaq e o S&P 500.

As atenções dos agentes se voltam, agora, para o primeiro e, provavelmente, único debate da disputa presidencial dos Estados Unidos entre Kamala Harris e Donald Trump, que acontece hoje à noite.

Amanhã, as atenções se voltam para o relatório de inflação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA.

O índice Dow Jones teve queda de 0,23%, a 40.736,96 pontos; o S&P 500 subiu 0,45%, a 5.495,22 pontos; e o Nasdaq avançou 0,84%, a 17.025,88 pontos.

Entre as ações, as petroleiras Exxon Mobil e Chevron foram uns dos destaques negativos do setor de energia, caindo 3,64% e 1,48%, respectivamente.

No campo positivo, a Nvidia subiu 1,53%, a AMD teve alta de 3,39% e a Microsoft ganhou 2,09%.

Bolsas da Europa

Os principais índices acionários europeus fecharam a terça-feira (10) em leve queda, em meio ao sentimento de cautela que domina os mercados da região, que aguardam a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), que sai quinta-feira (12).

A maioria das apostas indica que a autoridade irá cortar sua taxa em 0,25 ponto percentual, para 3,50% ao ano. Contudo, há dúvidas quanto à possibilidade de novos cortes adiante.

O índice Stoxx 600 caiu 0,54%, a 507,95 pontos, com o setor de viagens e lazer liderando os ganhos, com alta de 2,18%.

O CAC 40, de Paris, teve queda de 0,24%, para 7.407,55 pontos, o DAX, de Frankfurt, recuou 0,96%, a 18.265,92 pontos, e o FTSE 100, de Londres, cedeu 0,78%, a 8.205,98 pontos.

Entre as ações, o setor automotivo liderou as perdas, recuando 3,8%, com os papéis da BMW caindo 11,15%, após a companhia reduzir suas perspectivas de lucro para o ano, citando problemas no sistema de freios da Continental, que também caiu 10,51%.

Na agenda de dados econômicos, o destaque do dia foi o índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto da Alemanha, que subiu 1,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior, após a alta de 2,3% em julho, ficando abaixo de 2% pela primeira vez em pouco mais de três anos.

Com informações do Valor Econômico

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