Advocacia-Geral da União dá 24 horas para Facebook remover vídeo falso com Haddad
No vídeo publicado no Instagram – que pertence ao mesmo grupo empresarial do Facebook – , aparece Haddad dizendo que “vai taxar tudo”
A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou ao Facebook Brasil notificação extrajudicial para remover, em 24 horas, a postagem de um vídeo adulterado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Assim, caso o pedido de remoção não seja atendido, a advocacia pública requer que o vídeo seja tarjado. O objetivo é informar que foi gerado por Inteligência Artificial (IA) e tem conteúdo alterado.
Então, no vídeo publicado no Instagram, rede do mesmo grupo empresarial do Facebook, Haddad aparece dizendo que “vai taxar tudo”. De impostos sobre animais de estimação às bets. Na imagem manipulada, o ministro diz “imposto e Big Brother são a nossa paixão”.
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Dessa forma, a AGU diz que o vídeo falso confunde o público sobre a posição do ministro da Fazenda acerca de assuntos de interesse público como tributação.
“A análise do material evidencia a falsidade das informações por meio de cortes bruscos, alterações perceptíveis na movimentação labial e discrepâncias no timbre de voz, típicas de conteúdos forjados com o uso de inteligência artificial generativa”, diz o texto da notificação.
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Vídeo falso de Haddad
No documento, a AGU reforça que “a liberdade de expressão não pode servir de salvaguarda para a prática maliciosa de atos que atinjam outros direitos, como o direito à informação”.
Então, a AGU argumenta ainda que postagens de conteúdo fraudulento são contrárias aos Termos de Uso do Facebook.
Não é a primeira vez que a AGU pede remoção de vídeos falsos atribuídos a Haddad.
Em novembro, a AGU deu 48 horas para que fosse retirado do ar um depoimento falso do ministro sobre dinheiro esquecido em contas de bancos.
No vídeo adulterado, o ministro indicava um endereço na internet, em que seria possível consultar o saldo disponível para o referido CPF e solicitar o recebimento por PIX.
Segundo a AGU, o conteúdo foi criado por inteligência artificial.
Procurada, a Meta informou que não vai se manifestar.
Com informações do Valor Econômico.