Crise logística mundial pode ser vantajosa para alguns setores da B3
Bancos, shoppings, operadoras de saúde, telecomunicações e aquelas que oferecem serviços públicos (utilities) não afetam ou afetam pouco cerca de um terço das empresas que compõem o Ibovespa
O Bank of America (BofA) estima que a crise logística mundial não afeta ou afeta pouco cerca de um terço das empresas que compõem o Ibovespa, como bancos, shoppings, operadoras de saúde, telecomunicações e aquelas que oferecem serviços públicos (utilities).
“Algumas empresas nacionais podem até se beneficiar com a crise. Varejistas com poder de preço, largos estoques e vantagens logísticas contra importações se beneficiam deste cenário”, escreve o time de analistas do banco americano liderado por David Beker.
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Empresas que lidam diretamente com commodities (petróleo, petroquímicos, aço e alumínio), que compõem 14% do índice, também se beneficiam da crise logística, aponta o BofA, com maiores preços e menor competição por conta dos altos custos de frete.
Do lado contrário, empresas do setor de aluguel de carros veem uma alta de 30% nos preços dos veículos. Construtoras têm maiores gastos com materiais básicos e a habilidade de repassar ao cliente varia do segmento de atuação.
“A principal escassez nos parece que está em varejistas que dependem da importação de roupas e eletrônicos.”
As aéreas também estão sentindo uma alta nos preços dos combustíveis, elevando seus custos. Por fim, o BofA cita empresas de energia renovável com projetos em andamento, sendo impactadas pela desvalorização do real e da alta dos custos de insumos de construção.