Como a inflação afeta seus investimentos

O Papo de Finanças explica como a tal da inflação afeta seus investimentos e como cuidar da carteira em um cenário incerto

Se você segue as notícias de economia deve estar ouvindo a palavra inflação sem parar. “Inflação do aluguel sobe”; “Prévia da inflação é a maior”; “Selic nas alturas para segurar inflação”; “Inflação decola no mundo inteiro”. Como a palavra está na boca dos economistas, vamos debater como a tal da inflação afeta seus investimentos e como cuidar da carteira em um cenário incerto.

Inflação é uma palavra que todo mundo tem na cabeça, mas não necessariamente sabe o que significa. Para não restarem dúvidas, inflação é o aumento do nível de preço de bens e serviços. Quando os preços sobem, o dinheiro enche menos o carrinho no mercado, a nossa moeda perde poder de compra.

Parece ruim, né? Mas nem sempre. Tem um nível de inflação que é desejável, quando ela está baixa, estável e previsível. O problema é que no Brasil o mercado tem aumentado sempre a estimativa para 2022, deixando claro que pro brasileiro não está sendo legal mesmo. Fica um clima de incertezas, dá receio de gastar, prejudica o crescimento econômico, afeta os investimentos.

Como proteger seus investimentos da inflação?

Para os investimentos de pessoa física, temos de nos beneficiar da inflação com estratégias de médio e longo prazo. O mais preocupante é o sistema econômico como um todo. Como ela impacta todas as áreas e segmentos da economia, os pequenos negócios que garantem 80% dos empregos no país, por exemplo, não ficam fora disso. O aumento do preço da gasolina, por exemplo, impacta toda a cadeia produtiva, já que influencia no preço dos transportes. Você também consegue sentir a inflação quando entra em contato com o mesmo fornecedor de sempre e a compra fica mais cara no final.

Como a inflação segue a lei da oferta e da demanda, saber se o índice está mais alto ou mais baixo também te ajuda na sua produção. Por exemplo, se você sabe que os índices estão altos, talvez não seja a hora de investir em um novo produto, já que com a alta dos preços, seu cliente tende a diminuir o consumo.

O aumento no preço de insumos e mercadorias, seguido pela alta dos combustíveis, aluguéis e energia elétrica são os principais fatores que mais pressionam os pequenos negócios no país atualmente, segundo pesquisas do Sebrae, pois acarretam no aumento do custo de produção, sem contar com a necessidade de ajuste de salários dos colaboradores obrigando na maioria das vezes você a repassar os gastos nos preços de seus produtos e serviços ao cliente final.

Saiba mais sobre os impactos da inflação no seu bolso no Papo de Finanças.


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