Aperte o cinto: 2022 será marcado pela volatilidade nos investimentos

A elevação dos juros básicos da economia surpreendeu um total de zero pessoas; especialistas mostram como fica o novo cenário

Selic 9,25% ao ano
– Ilustração: Marcelo Andreguetti

Pontos-chave

  • Copom já sinalizou um novo aumento da Selic para a próxima reunião, em fevereiro
  • Novos juros afetam renda fixa e variável
  • Caderneta de poupança tem uma piora no rendimento

Na última reunião do Copom deste ano que aconteceu na quarta-feira (8), a direção da instituição tomou uma decisão sobre a Selic que já era esperada: elevou os juros básicos da economia em 1,5 ponto percentual, fica em 9,25% ao ano até a próxima reunião, que será no dia 2 de fevereiro. No comunicado sobre a mudança, o Banco Central (BC) sinalizou um novo aumento de mais 1,5 ponto percentual na próxima reunião de política monetária, o que, se for de fato acontecer, joga a Selic para 10,75% ao ano.

E, para acompanhar a divulgação do Copom ao vivo e saber as reais mudanças que a nova Selic traz para o seu bolso, a Inteligência Financeira organizou a primeira live da plataforma. A conversa foi comandada pelo editor-chefe, José Eduardo Costa, que teve como convidados Victor Vietti, superintendente de recomendação de investimentos do Itaú, e Sabrina Lima, especialista em investimentos do Itaú e do perfil Mercado Financeiro.

A conversa levantou pontos importantes, como o impacto deste novo cenário para os ativos de renda fixa e mesmo para os de renda variável. A caderneta de poupança, por exemplo, investimento queridinho de muitos brasileiros, passa a ter a remuneração limitada, o que a torna ainda pior do que antes da decisão do Copom.

Ambos especialistas ouvidos na live foram no ponto: quem quiser ganhar dinheiro no ano que vem terá que estar atento à volatilidade do mercado financeiro e entender que retorno e risco andarão de mãos dadas. Veja abaixo os principais trechos da conversa:

Atenção à remuneração da renda fixa

A remuneração dos títulos de renda fixa aumentam. “Há um grande leque de investimentos, então é preciso definir de qual ativos estamos falando. No caso da poupança, a rentabilidade é pior. Outros investimentos de renda fixa, a elevação dos juros traz os ativos para um patamar mais interessante”, diz Sabrina Lima. Ela ainda aponta que, independente do perfil do investidor, há espaço para a renda fixa em todas as carteiras.

Até quando os juros sobem? E por que a inflação não cai?

Depois de sete altas sucessivas dos juros, o aumento dos juros deve continuar ao longo de 2022. Victor Vietti aponta que a reação da inflação não é instantânea, mas é sensível ao aumento dos juros. “Não é uma dinâmica tão direta, demora um pouco para acontecer”, afirma Vietti.

Mudanças na caderneta de poupança

Victor Vietti explica que, quando a Selic está acima de 8,5%, a remuneração da poupança fica em pouco mais de 6% ao ano. “Este não é um investimento atrativo, outros ativos que pagam perto da Selic batem a caderneta.”


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