Com tensões geopolíticas, Ibovespa não tem força para subir e fica quase estável

A possibilidade de uma invasão da Rússia à Ucrânia deixa tenso o mercado global

Saguão da B3, Bolsa de Valores de São Paulo (Foto: Divulgação)

O Ibovespa, que chegou a subir 1,3% no pregão de sexta-feira e viu seus ganhos praticamente sumir após a escalada nas tensões entre Ucrânia e Rússia, está sentindo os impactos da instabilidade geopolítica no pregão desta segunda-feira (14), apesar do forte fluxo internacional para os ativos locais. Ainda analisando as possíveis consequências de uma eventual guerra, os investidores preferem evitar grandes movimentações.

Às 12h55, o principal índice acionário brasileiro subia 0,17%, para 113.763 pontos.

Os preços do petróleo alternam leves altas e baixas, sem rumo definido, mas o barril de ambas as referências (WTI e Brent) segue acima da faixa de US$ 90, em meio à escalada da tensão entre Rússia e Ocidente envolvendo a Ucrânia.

A perspectiva de uma guerra no leste eutorpeu ganhou força após o novo telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e da Rússia, Vladimir Putin, no sábado, não resultar em nenhum avanço nem “mudança fundamental” na dinâmica da situação, de acordo com um funcionário de alto escalão do governo americano, reporta o “The Wall Street Journal”.

A Casa Branca informou que Biden alertou Putin sobre “custos rápidos e severos” no caso de uma invasão da Ucrânia. Já um assessor do Kremlin disse que a Rússia anunciaria em breve quais ações tomaria em resposta às propostas dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Os mercados estão acordando tardiamente para os riscos geopolíticos representados pela ação militar russa contra a Ucrânia”, diz o estrategista global do Rabobank, Michael Every, em relatório. “O que os mercados devem fazer caso essa avaliação sombria seja precisa? Obviamente, ‘risk-off’, moderando parte do recente aumento nos rendimentos dos títulos; no entanto, o impacto econômico direto de um ataque russo é pequeno, desde que não seja sustentado, mesmo que haja uma disrupção imediata nos mercados do tipo já visto (ou seja, sem voos/transportes comerciais).”

A semana dos mercados também inclui as divulgações das vendas no varejo americano, importante proxy do PIB, e a ata da última reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira. Na última semana, os números da inflação americana e as falas do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, de que gostaria de ver uma alta de 1 ponto percentual dos Fed Funds até julho impulsionaram apostas de um ciclo mais célere de alta de juros no país, que deve ter início já em março, de acordo com a sinalização do Fed.

Domesticamente, os investidores ficam atentos à mobilização no Congresso Nacional para votar propostas que desoneram os preços de combustíveis, o que pode elevar a percepção de risco fiscal e adicionar prêmio de risco aos ativos locais.

No noticiário corporativo, a combinação de negócios da NotreDame Intermédica com a Hapvida foi concluída e, com isso, novas ações ordinárias da Hapvida passam a ser negociadas na B3 a partir de hoje. Entre os destaques das divulgações de resultados trimestrais estão Banco do Brasil, Itaúsa, Engie e Raízen, após o fechamento do mercado.

(Com informações do Valor PRO, o serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico)


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