Rally das commodities alimenta expectativa de alta da Vale e do Ibovespa

Minério de ferro dispara 5,6% com medo de menor produção na Austrália e previsão de maiores compras da China

Unidade produtiva da Vale (Foto: Claudio Belli/Valor)

O minério de ferro teve forte alta nesta sexta-feira (28) no porto de Qingdao, na China, referência para o mercado internacional: 5,59%, cotado a US$ 147,42 a tonelada. Desde meados de novembro passado, quando bateu no menor preço em um ano e meio, US$ 87 a tonelada, o metal já subiu quase 70%. Essa disparada tem impulsionado as ações da Vale, a maior produtora de minério de ferro do mundo, e das siderúrgicas Usiminas, CSN e Gerdau na Bolsa de Valores brasileira B3; hoje, a perspectiva é novamente de fortes ganhos para essas empresas.

A elevação do minério de ferro tem sido baseada essencialmente em um medo e uma esperança.

O medo é de que a produção da Austrália, responsável por 70% do suprimento da China, seja afetado pela onda da variante ômicron do novo coronavírus. Atá agora, o estado de Western Australia, de onde saem quase 50% das exportações do país, tem conseguido controlar a pandemia com um controle rígido de suas fronteiras. Mas o governo teme que não será mais suficiente. “Agora temos um surto, e não conseguiremos refreá-lo”, disse, na quarta-feira (26), o governador do estado, Mark McGowan. Se muitos trabalhadores que trabalham na cadeia de produção do minério de ferro ficarem doentes, as vendas podem ficar prejudicadas.

A esperança diz respeito ao crescimento da China, maior consumidora do metal. O país asiático já não cresce como antes, mas ainda deve avançar 5% em 2022, segundo as contas de analistas. O governo também vem sinalizando a intenção de reforçar os estímulos para manter a economia aquecida.

(Com agências internacionais)


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