Prisão de Milton Ribeiro: investigação contra ex-ministro da Educação começou no STF

A Operação 'Acesso Pago' apura indícios de tráfico de influência e corrupção na liberação de recursos públicos

Foto: Isac Nóbrega/PR

A investigação que levou à prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro começou no Supremo Tribunal Federal (STF), em março, após vir à tona a atuação de pastores na liberação de verbas da pasta.

Na Corte, a ministra Cármen Lúcia foi sorteada relatora do inquérito. Com a saída de Milton Ribeiro do cargo, porém, a Procuradoria-Geral da República (PGR) argumentou que o caso deveria tramitar na Justiça de Brasília, já que não havia nenhuma autoridade com foro sendo investigada.

No dia 5 de maio, a ministra atendeu ao pedido da PGR e encaminhou o processo ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para que fosse distribuído a uma das Varas Federais Criminais do Distrito Federal.

Atualmente, o caso tramita na 15ª Vara Federal de Brasília, sob o comando do juiz Renato Borelli. Foi ele quem autorizou a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira. Ao todo, foram decretadas cinco prisões e expedidos 13 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal.

Quando o inquérito foi aberto, Cármen Lúcia chegou a cobrar o procurador-geral da República, Augusto Aras, sobre a necessidade de o presidente Jair Bolsonaro também ser investigado no caso.

Segundo reportagens publicadas na época, os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos tinham influência na liberação de verbas do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE). O jornal “Folha de S. Paulo” chegou a publicar um áudio em que Ribeiro dizia priorizar o atendimento aos pastores a pedido do presidente.

O ex-ministro também era alvo de outro procedimento aberto no STF, para apurar declarações de caráter homofóbico. Ribeiro foi denunciado pela PGR após dizer, em uma entrevista, que a homossexualidade não seria normal e atribuiu sua ocorrência a “famílias desajustadas”. Na semana passada, o ministro Dias Toffoli também decidiu enviar o caso à primeira instância.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico


Você também pode gostar
Redação IF Atualizado em 30.jun.2022 às 18h54
Ibovespa cai 11,50% em junho no pior mês para o mercado local desde março de 2020

Índice perde 5,99% no primeiro semestre; destaque no pregão de hoje, Fleury disparou 16,1% após assinar acordo de fusão com Pardini, que subiu 18,99%

Redação IF Publicado em 30.jun.2022 às 15h17
Dólar apaga ganhos e fica abaixo dos R$ 5,20

Moeda americana chegou a R$ 5,27 na máxima do dia

Redação IF Publicado em 30.jun.2022 às 14h23
Redação IF Publicado em 30.jun.2022 às 10h21
Redação IF Publicado em 30.jun.2022 às 08h34
Bolsas da Europa têm forte queda diante do aumento da perspectiva de recessão

Pessimismo também contribuiu para derrubar os mercados asiáticos