Com impasse em reajuste salarial, delegados da PF pedem renúncia do ministro da Justiça

Categoria decidiu realizar paralisações 'parciais e progressivas'

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Diante do impasse sobre o reajuste para a carreira, delegados da Polícia Federal (PF) pediram a “renúncia” do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Em assembleia geral realizada entre segunda e terça-feira, eles também decidiram que vão realizar paralisações “parciais e progressivas”. O calendário da mobilização será definido em conjunto com as demais categorias da corporação.

No documento, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) afirmou que pediu a saída de Torres, que também é delegado, “pelo desprestígio e desrespeitoso tratamento dado pelo presidente da República à Polícia Federal e ao próprio ministro”.

A categoria também decidiu que os associados em cargos de chefia podem entregar o cargo e recusar convites para assumir novos postos.

No documento, a entidade voltou a afirmar que o presidente quebrou uma promessa feita à categoria e que o clima é de “revolta a insatisfação”. O grupo é contra a proposta do governo de conceder um reajuste linear de 5% para todos os servidores federais. Os delegados esperavam que o montante de R$ 1,7 bilhão reservado no Orçamento público fosse destinado para a reestruturação da carreira e correção das perdas acumuladas nos últimos anos somente das forças de segurança da União.

“A ADPF reforça a gravidade do momento e do posicionamento do presidente da República, que, depois de se comprometer publicamente e já com orçamento reservado para a reestruturação das carreiras, decidiu não honrar com a própria palavra, gerando um clima de revolta e insatisfação generalizada nunca antes visto entre os servidores da PF”, disse a nota.

Os delegados acusam ainda Bolsonaro de usar a PF como “instrumento de marketing para a sua reeleição”. “É importante destacar que a segurança pública foi a maior bandeira de campanha do governo Bolsonaro e o destacado trabalho das forças de segurança vem sendo utilizado, indevidamente, pelo presidente como instrumento de marketing para a sua reeleição. Os policiais federais merecem respeito. Investir em segurança pública é investir em seu principal ativo: o policial.”

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