Aumento dos combustíveis: Lira ameaça ‘discutir política de preços da Petrobras’

Presidente da Câmara escreveu em rede social que a companhia 'está em guerra com o Brasil'

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou na quinta-feira a decisão da diretoria da Petrobras de anunciar novos aumentos de preços em gasolina e em diesel. O assunto foi debatido em reunião extraordinária do conselho de administração da empresa, encerrada na noite de ontem e convocada às pressas, em pleno feriado de Corpus Christi.

“A República Federativa da Petrobras, um país independente e em declarado estado de guerra em relação ao Brasil e ao povo brasileiro, parece ter anunciado o bombardeio de um novo aumento nos combustíveis”, disse Lira, em sua conta no Twitter.

Ele apontou que o novo aumento acontece em meio a tentativas do Congresso de aprovar medidas para conter o avanço dos preços. Na quarta-feira, a Câmara aprovou um projeto de lei que limita em até 17% a alíquota de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, serviços de telecomunicações e transporte público.

“Enquanto tentamos aliviar o drama dos mais vulneráveis nessa crise mundial sem precedentes, a estatal brasileira que possui função social age como amiga dos lucros bilionários e inimiga do Brasil”, afirmou.

Lira também anunciou que vai convocar uma reunião de líderes na próxima segunda-feira para discutir a política de preços da Petrobras. “Na segunda-feira, estarei convocando uma reunião de líderes para discutir a política de preços da Petrobras. Política da Petrobras, que pertence ao Brasil e não à diretoria da Petrobras.”

Bolsonaro fala em ataque ao governo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, durante a “live” de ontem, que se a Petrobras decidir aumentar o preço do diesel e da gasolina isso vai demonstrar que a estatal age por “interesse político, para atingir o governo federal”. “Eu só posso entender que seria, um reajuste da Petrobras agora, um interesse político, para atingir o governo federal”, disse Bolsonaro.

O presidente disse esperar que não haja reajuste e que “a Petrobras não faça essa maldade com o brasileiro”. Segundo ele, a estatal está “rachando de ganhar dinheiro”. “Quanto mais o povo está sofrendo, mais felizes estão os diretores do atual presidente da Petrobras.”

Ele também voltou a defender a troca do presidente da estatal, comandada por José Mauro Ferreira Coelho. O novo nome indicado pelo governo, Caio Mário Paes de Andrade, ainda não teve o nome avaliado pelo conselho de administração.

“A gente espera que a Petrobras não reajuste os combustíveis. Eles têm total liberdade, eu não mando nada lá. Nós trocamos o ministro de Minas e Energia e está tentando mudar a presidência e a diretoria da Petrobras. Mas está complicado porque é uma burocracia enorme, não depende de nós”, explicou Bolsonaro.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico


Você também pode gostar
Redação IF Publicado em 01.jul.2022 às 17h45
Juros futuros fecham em queda, em linha com taxas dos títulos públicos globais

Medo de recessão nos EUA pesou mais do que riscos fiscais no Brasil

Papo de Finanças Atualizado em 02.jul.2022 às 08h21
Como as eleições interferem nos seus investimentos?

De alguma maneira, seu bolso será afetado pelas eleições do fim do ano. O que pode acontecer? Nina Silva explica

JOTA Publicado em 01.jul.2022 às 16h58
Semana política: PEC “vale-tudo” une governo e oposição por votos

Enquanto isso, em campanha, Lula acena a empresários e ao mercado, diz Fábio Zambeli, do JOTA

Redação IF Publicado em 01.jul.2022 às 15h28
Bilionários dão adeus a US$ 1,4 tri no 1º semestre; veja quem perdeu mais

A fortuna de Elon Musk caiu quase US$ 62 bilhões. Jeff Bezos viu sua riqueza diminuir em cerca de US$ 63 bilhões. O patrimônio líquido de Mark Zuckerberg foi reduzido em mais da metade

Redação IF Atualizado em 01.jul.2022 às 15h08
Efeito bumerangue: entenda como quem tem menos grana vai pagar, no futuro, a conta da ‘PEC Eleitoral’

Aumento de gastos tende a pressionar a inflação e prejudicam, principalmente, as pessoas de menor poder aquisitivo

Redação IF Atualizado em 01.jul.2022 às 18h17
União Europeia chega a acordo histórico para regular critpoativos. ‘É o fim do Velho Oeste digital’, diz parlamentar

NFT com preço fixo, como ingressos para eventos ou itens em games, não serão regulados. Provedores deverão divulgar impacto ambiental dos ativos digitais