Petróleo sobe com redução nos estoques e potencial demanda chinesa

Combustível se recupera das perdas de cerca de 5% na véspera

(Foto: Zbynek Burival/Unsplash)

Os preços do petróleo recuperam nesta quarta-feira (20) parte das fortes perdas de ontem, quando recuaram cerca de 5%, sustentados por uma queda maior que o esperado nos estoques da commodity.

O Instituto Americano de Petróleo (API, da sigla em inglês) informou uma queda de 4,5 milhões de barris nos estoques na semana passada. Os analistas esperavam uma queda de 3,1 milhões de barris. Os estoques nas refinarias também caíram mais que o esperado e os estoques de gasolina cresceram em um volume maior que o estimado. Os analistas estão esperando um movimento similar do Departamento de Energia dos EUA, que também divulgam seus estoques hoje, mais tarde.

Também impulsiona o mercado à expectativa de melhora na demanda da China, após Xangai afrouxar parte das restrições por causa da pandemia e liberar mais pessoas a saírem do isolamento, retomando suas atividades sociais.

Às 8h18, o contrato futuro para junho do petróleo tipo WTI, a referência americana, subia 1,06%, a US$ 103,12 por barril; enquanto o contrato futuro para julho do petróleo tipo Brent, a referência global, avançava 1,07%, a US$ 107,77 por barril.

Ontem, os preços do WTI caíram mais de 5% em Nova York, registrando o nível mais baixo em uma semana, com os investidores avaliando a alta do dólar, a interrupção da produção na Líbia e os bloqueios na China.

Hoje, porém, a notícia de que Xangai permitiu que mais 4 milhões de pessoas retomem a mobilidade social ajuda no sentimento, com a cidade de cerca de 25 milhões de habitantes aliviando as medidas para conter a disseminação da variante ômicron do coronavírus depois de ficar estritamente bloqueada desde 28 de março após um aumento nas infecções por covid-19.

Autoridades locais informaram hoje que quase 12 milhões de pessoas na capital financeira chinesa podem deixar suas casas.

“Embora o tráfego aéreo – tanto doméstico quanto internacional – tenha diminuído significativamente, a atividade nas estradas da China continua forte”, observou Claudio Calimberti, vice-presidente de análise da Rystad Energy.

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