Varejistas fecham no vermelho e Ibovespa cai 1,82%

Americanas e Magalu estão entre as maiores quedas desta terça

Foto: Brendan McDermid/Reuters

As ações de varejistas voltaram a operar no vermelho nesta terça-feira (16), contribuindo para a queda de 1,82% do Ibovespa, aos 104.403 pontos. Os investidores reagiram às incertezas relacionadas à aprovação da PEC dos Precatórios, aos novos sinais de perda de tração na economia brasileira e à alta nos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, que repercutiram falas mais duras do presidente do Banco Central americano (Fed) de St. Louis, James Bullard, que afirmou que o banco será mais severo quanto à retirada de estímulos nos EUA.

A semana iniciou com mais indicadores econômicos negativos. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) caiu 0,27% em setembro em relação a agosto. O número veio levemente melhor do que a queda de 0,30% esperada por economistas.

No terceiro trimestre, a contração foi de 0,14% em relação ao trimestre anterior, que teve queda de 0,1%. Dois trimestres seguidos de redução na atividade econômica apontam para uma recessão técnica. Caso os dados do PIB (Produto Interno Bruto) calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) venham semelhantes, o Brasil entra em recessão técnica.

Para 2021 e 2022 como um todo, as previsões pioraram. O boletim Focus apontou uma inflação maior e um crescimento menor.

O mercado também repercutiu a fala do presidente Jair Bolsonaro de que pretende dar reajuste aos servidores públicos em 2021 – ano eleitoral – se PEC dos Precatórios for aprovada no Senado. “A inflação chegou a dois dígitos, então conversei com Paulo Guedes (ministro da Economia). Em passando a PEC dos Precatórios, tem que ter um pequeno espaço para dar algum reajuste. Não é o que eles merecem, mas é o que nós podemos dar. A todos os servidores federais, sem exceção”, disse Bolsonaro, que está em visita ao Bahrein.

A preocupação é que o orçamento do país para o ano que vem já está apertado e essa decisão criaria uma bomba fiscal permanente, ampliando o cenário de instabilidade aos investidores.

Magazine Luiza

Com uma queda de 12,11%, a Magazine liderou as perdas do Ibovespa na sessão, a R$ 9,80 cada papel.

Americanas

As ações da Americanas (AMER3), controladora de Lojas Americanas, Submarino e Shoptime, caíram 9,83%, a R$ 33,80 cada uma.

Locaweb

A Locaweb (LWSA3) teve uma queda de 11,41%, a R$ 16,92 cada papel.

Dólar

A moeda americana fechou em alta ante o real nesta terça. O dólar comercial subiu 0,73%, a R$ 5,497 na venda. O dólar turismo teve alta de 0,58%, a R$ 5,653 na venda.

Exterior

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 subia 0,40% e o Nasdaq, 0,76%. O Dow Jones avançava 0,15%.


Você também pode gostar
Redação IF Publicado em 19.maio.2022 às 11h27
Ibovespa sobe com ajuda de Vale e siderúrgicas

Mercado acionário doméstico resiste a nova abertura negativa em NY

Redação IF Publicado em 19.maio.2022 às 10h53
Como o trabalhador poderá usar o FGTS para comprar ações da Eletrobras

Tipo de investimento já foi feito anteriormente em vendas de ações da Petrobras e da Vale

Redação IF Atualizado em 19.maio.2022 às 09h39
Bolsas europeias caem mais de 2% e futuros de NY sinalizam continuidade das perdas

Clima de cautela prevalece nos negócios em meio às preocupações com o impacto da inflação elevada no crescimento econômico global

Valor Econômico Atualizado em 19.maio.2022 às 08h39
Cenário global desperta interesse por Brasil, diz executivo da bolsa de Nova York

Chefe de mercados internacionais da bolsa de Nova York aponta que ADRs brasileiros são um dos ativos mais líquidos no mercado americano atualmente

Valor Econômico Publicado em 19.maio.2022 às 06h12
Grandes investidores ampliam dinheiro em caixa para maior patamar desde atentados de 11 de setembro

Preferência por dinheiro vivo coincide com enfraquecimento significativo das expectativas quanto aos lucros das empresas

Valor Econômico Publicado em 19.maio.2022 às 06h03
Nos EUA, esta pode ser uma década perdida para ações

Aumento de custos e aperto monetário devem pressionar margens de empresas dos EUA