Saiba como FGTS pode ser usado na compra de ações da Eletrobras se for privatizada

Na última segunda, a Caixa definiu as regras para o investimento

Foto: Brendan McDermid/Reuters

Na última segunda (10), a Caixa Econômica Federal definiu as regras para que trabalhadores utilizem seus recursos no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) na compra de ações da Eletrobras em caso de privatização da companhia.

Poderão ser utilizados até 50% do saldo de cada uma das contas no FGTS no investimento. A aplicação mínima é de R$ 200.

Na prática, o trabalhador irá autorizar via aplicativo do FGTS que determinada quantia seja destinada a FMP-FGTS ( Fundos Mútuos de Privatização ligados ao FGTS) para a compra de cotas. Este fundos, por sua vez, irão adquirir ações da Eletrobras. Caso queria vender as cotas, os valores retornam à conta do FGTS de origem.

Outra opção é investir os recursos do FGTS em ações da Eletrobras via clubes de investimentos.

Operações semelhantes foram realizadas no passado envolvendo ações da Vale e da Petrobras. Caso o trabalhador já tenha parte dos recursos do FGTS investidos nesses papéis, o valor será desconta dos 50% permitidos a aplicações.

Quem não tem dinheiro no FGTS também poderá comprar ações da companhia elétrica, via corretoras, mas com um investimento mínimo maior, de R$ 1 mil. No máximo, podem ser alocados R$ 1 milhão.

A privatização da Eletrobras, porém, é incerta. Apesar de ser uma das prioridades do governo de Jair Bolsonaro, o projeto enfrenta rejeição em Brasília.

Em outubro de 2021, o governo estimou que serão vendidos R$ 23 bilhões em ações da empresa, dos quais até R$ 6 bilhões poderão ser adquiridos por recursos do FGTS.

Para quem deseja já investir na Eletrobras, é possível comprar os papéis da companhia já em circulação na Bolsa (ELET6), via corretora de valores. Elas custam pouco mais de R$ 31 cada uma.