Ômicron e inflação: investidores estão preocupados, e Ibovespa cai 0,72%

As maiores baixas do pregão foram de ações dos setores de turismo, saúde e varejo

(Foto: Renato Spilimbergo Carvalho/WikiCommons)

Os investidores no mercado acionário brasileiro mostraram nesta quarta-feira (29) preocupação com a disseminação da variante ômicron do novo coronavírus e com o aumento da inflação.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou hoje que o Brasil, que é o país com o segundo maior número de mortes por Covid-19 no mundo, precisa estar preparado para um aumento de casos, como vem ocorrendo atualmente na Europa, ao mesmo tempo em que pediu o fim de desinformações que afetam o combate à pandemia. As estatísticas têm mostrado que, embora mais infecciosa, a ômicron causa manifestações mais leves da doença. No entanto, como o cenário é incerto, as empresas dos setores que seriam mais afetados por um eventual recrudescimento do surto global são as que mais sofreram na Bolsa de Valores B3. No fechamento, a ação da operadora de turismo CVC teve queda de 7,33%, cotada a R$ 13,14. A da companhia aérea Azul perdeu 7,34%, a R$ 23,86 e a da Gol recuou 6,72%, a R$ 16,66.

Também sofreram as empresas do setor de saúde, que podem ter uma sobrecarga de custos com a disseminação da ômicron e o novo surto de influenza. A operadora de planos de saúde Qualicorp caiu 4,76%, a R$ 16,02. O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, teve baixa de 0,72%, para 104.107 pontos.

Por sua vez, a aceleração da inflação castigou as empresas que dependem mais do mercado interno. A FGV (Fundação Getulio Vargas) informou no início da manhã que o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) ficou em 0,87% em dezembro, totalizando 17,78% no ano. O mercado esperava um IGP-M de 0,65% em dezembro ante novembro, quando o índice ficou em 0,02%. A extrapolação das expectativas faz o mercado financeiro aumentar suas apostas em maiores altas de juros em 2022, o que inibe o consumo. Assim, as ações do Magazine Luiza perdiam 1,02%, a R$ 6,76, e as da Via (que controla as Casas Bahia e o Pontofrio) perderam 1,15%, a R$ 14,58.


Você também pode gostar
Redação IF Publicado em 25.maio.2022 às 11h12
Ibovespa opera em queda, enquanto Petrobras busca recuperação

Investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Fed

Entrevista da Semana Publicado em 25.maio.2022 às 10h08 Duração 6 min.
Como funciona a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE)?

Anne Dias, editora da IF, entrevista Alex Ibrahim, head de mercados internacionais da NYSE, onde trabalha há mais de 20 anos

Redação IF Publicado em 25.maio.2022 às 08h34
Bolsas europeias e futuros de NY têm alta moderada, antes da ata do Fed

À espera do documento, no pré-mercado em NY, o futuro do S&P 500 tinha leve alta de 0,06% e do Nasdaq avançava 0,18%

Valor Econômico Publicado em 25.maio.2022 às 07h36
Após nova troca, ações da Petrobras caem

Investidor volta a analisar peso político, mas efeito na bolsa foi limitado por ativo ser considerado barato

Redação IF Atualizado em 24.maio.2022 às 19h58
‘Travamos o bom combate’, disse Coelho, por WhatsApp, em mensagem de despedida

Funcionários relatam clima de falta de rumo com demissão de José Mauro Coelho; indicado para o posto é Caio Paes de Andrade

Redação IF Atualizado em 24.maio.2022 às 18h18
ADRs da Petrobras recuam 3,8% em NY com troca no comando e data de corte de dividendos

Os recibos de ações (ADRs) referenciados nas ações ordinárias da Petrobras fecharam em queda de 3,80% na bolsa de Nova York

Glossário IF Publicado em 24.maio.2022 às 17h24
B3: como surgiu, qual é sua história, o que ela faz?

A Bolsa de Valores brasileira é uma das dez maiores do mundo e a maior da América Latina. Saiba mais no Glossário IF