Jeff Bezos questiona influência da China no Twitter após compra por Musk

O fundador da Amazon e o dono da Tesla alimentam um histórico de provocações e trocas de farpas nas redes sociais

Foto: Divulgação

Segundo homem mais rico do planeta, com uma fortuna estimada em cerca de US$ 171 bilhões (R$ 834,7 bilhões), o fundador da Amazon, Jeff Bezos, fez uma postagem no Twitter na segunda-feira (25) em que questiona qual poderá ser a influência do governo chinês na rede social após a venda da empresa para seu rival, o dono da Tesla e homem mais rico do mundo, Elon Musk.

“O governo chinês acabou de ganhar um pouco de influência na praça pública?”, questionou Bezos em um tuíte, em referência à promessa de Musk de transformar o Twitter na “praça pública do mundo”.

O CEO da fabricante de carros elétricos Tesla e novo controlador do Twitter acertou a compra da rede social por cerca de US$ 44 bilhões (R$ 214,7 bilhões) nesta segunda (25). O patrimônio estimado do bilionário é de aproximadamente US$ 219 bilhões (R$ 1,07 trilhão).

Na publicação nesta segunda na rede social, Bezos comenta uma postagem feita pelo jornalista do “The New York Times” Mike Forsythe, que aponta para a relação que existiria entre a fabricante de carros elétricos de Musk e o mercado chinês.

O repórter americano destaca que a China foi o segundo maior mercado da Tesla em 2021 e que fabricantes de baterias do país são um dos principais fornecedores da montadora. Essa proximidade entre Musk e China poderia mudar a relação do país com o Twitter, banido pelo governo em 2009 no território asiático.

Especialistas avaliam que uma investida de Musk para flexibilizar as políticas de moderação de conteúdo do Twitter pode fazer com que a rede social se torne a favorita de políticos e influenciadores que vivem de espalhar desinformação e fazer ataques.

Chumbo trocado

O fundador da Amazon e o dono da Tesla alimentam um histórico de provocações e trocas de farpas nas redes sociais durante os últimos anos.

Em outubro do ano passado, Musk respondeu com o emoji de uma medalha de prata (em referência a segundo lugar) uma postagem feita por Bezos no Twitter.

Na publicação, Bezos replicava a capa de uma reportagem de 1999 que desacreditava o potencial do empresário e do negócio que a Amazon viria a se tornar anos depois.

A provocação não foi a primeira vez em que o dono da Tesla usou emojis para cutucar o fundador da Amazon.

Musk já usou um emoji de gato (em inglês, “cat”) para chamar Bezos de plagiador (em inglês, “copycat”) quando a Amazon entrou no setor de satélites de internet e quando a empresa comprou a companhia de veículos autônomos Zoox.

Em agosto do ano passado, a Blue Origin, empresa de turismo espacial de Bezos, prestou uma queixa junto ao governo americano por um contrato firmado pela Nasa com a Tesla para a construção de uma sonda lunar.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico


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