Inflação ao consumidor nos EUA acelera e supera projeções em novembro

Resultado, nos EUA, representa o maior avanço nos preços desde junho 1982; no Brasil, a inflação oficial medida pelo o IPCA desacelerou para 0,95% em novembro

Foto: PIxabay

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA indicou uma alta de 6,8% em novembro, superando a expectativa dos economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, de inflação de 6,7% no período, e anotando a maior leitura desde junho de 1982. Na comparação com o mês anterior, o CPI indicou alta de 0,8% em novembro.

O núcleo do CPI – que exclui os preços dos elementos mais voláteis de alimentos e energia – subiu 4,9% na comparação com novembro do ano passado, anotando o maior salto desde junho de 1991, e 0,5% contra a leitura anterior, do mês de outubro. Ambos os dados ficaram em linha com as expectativas de consenso.

Praticamente todos os itens que compõem o CPI subiram em novembro, com apenas os itens de seguros de veículos (-0,8%), recreação (-0,2%) e comunicações (-0,2%) recuando na comparação com outubro. Na outra ponta, porém, os preços de gasolina anotaram forte alta de 6,1%.

Os dados do relatório do CPI de novembro não refletem ainda os efeitos da variante ômicron, que podem elevar novamente os preços conforme entram nas análises.

No Brasil

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou nesta sexta-feira (10) que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou para 0,95% em novembro, após registrar uma alta 1,25% em outubro. O resultado veio melhor que a expectativa do mercado (1,08%), mas ainda assim foi a maior para o mês desde 2015 (1,01%).

No ano, a inflação acumula alta de 9,26% e, nos últimos 12 meses, de 10,74% – acima dos 10,67% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. O acumulado em 12 meses, inclusive, foi o maior desde novembro de 2003 (11,02%). Em novembro de 2020, a variação mensal foi de 0,89%.

A alta em novembro, conforme o IBGE, foi puxada pelos transportes (3,35%), influenciados pelos preços dos combustíveis, principalmente, da gasolina (7,38%), que teve, mais uma vez, o maior impacto individual no índice do mês (0,46 p.p.). Houve altas também nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%). Em habitação (1,03%), segundo maior impacto (0,17 p.p.) no IPCA, o resultado ficou próximo ao do mês anterior (1,04%), pressionado, novamente, pela energia elétrica (1,24%).

Por outro lado, a inflação geral de novembro desacelerou com os recuo em alimentação e bebidas (-0,04%) e o grupo saúde e cuidados pessoais (-0,57%), consequência da queda nos preços dos itens de higiene pessoal (-3,00%), sobretudo, dos perfumes (-10,66%), os artigos de maquiagem (-3,94%) e os produtos para pele (-3,72%).

Bolsa reage com otimismo

A desaceleração da inflação no país animou os investidores na Bolsa de Valores hoje. Com o otimismo de que a alta dos preços esteja perdendo fôlego e o BC não precise ser muito mais duro com a Selic, o Ibovespa subia 1,06%, para 107.422 pontos, às 11h56.

Entre as maiores altas, estava o grupo de moda Soma (das margas Hering e Havaianas, cuja ação subia 3,1%, cotada a R$ 14,43.


Você também pode gostar
Redação IF Publicado em 19.maio.2022 às 11h27
Ibovespa sobe com ajuda de Vale e siderúrgicas

Mercado acionário doméstico resiste a nova abertura negativa em NY

Redação IF Atualizado em 19.maio.2022 às 09h39
Bolsas europeias caem mais de 2% e futuros de NY sinalizam continuidade das perdas

Clima de cautela prevalece nos negócios em meio às preocupações com o impacto da inflação elevada no crescimento econômico global

Redação IF Publicado em 18.maio.2022 às 17h47
TCU forma maioria para aprovar privatização da Eletrobras

Governo aguarda aprovação do tribunal para fazer a capitalização da companhia ainda este ano

Redação IF Publicado em 18.maio.2022 às 09h50
Petróleo sobe com redução dos bloqueios na China

Nesta manhã, o petróleo Brent e o West Texas Intermediate (WTI) sobem perto de 1%

Redação IF Publicado em 17.maio.2022 às 17h32
Dólar fecha em queda de 2,14%, a R$ 4,9419, com exterior positivo

A redução das medidas de restrição na China favoreceu a das commodities e beneficiou moedas de países exportadores