IF HOJE: queda das criptomoedas segue no foco do mercado

Uma venda maciça de criptomoedas varreu mais de US$ 200 bilhões do mercado em apenas 24 horas

Mercado de criptos enfrenta fortes perdas nesta semana (Foto: Art Rachen/Unsplash)

Uma venda maciça de criptomoedas varreu mais de US$ 200 bilhões do mercado em apenas 24 horas, de acordo com estimativas do site de rastreamento de preços CoinMarketCap. A forte queda no sistema dos criptoativos, provocada pelo colapso da ‘stablecoin’ TerraUSD, atingiu com força os principais tokens.

O movimento levou o bitcoin para abaixo dos US$ 29 mil, um patamar que vinha sendo capaz de sustentar ao longo de 2022 e pode estar começando a ser rompido.

Segundo economistas, a queda das criptos pode ser boa notícia para o mercado de ações — se for um sinal de capitulação dos investidores.

“Monitoramos diversos fatores que acreditamos que vão marcar o patamar de capitulação para as ações. Um item nessa extensa lista é o bitcoin, um instrumento especulativo de alta potência, que acreditamos que terá uma queda para cerca de US$ 15 mil”, afirmou Barry Bannister, estrategista-chefe de renda variável da corretora americana Stiefel.

Por que importa?

Se o piso do ciclo de queda dos ativos de renda variável estiver próximo, se abre uma boa janela de compra para estes ativos. Além disso, a recuperação dos mercados pode se iniciar em breve.

Como afeta seus investimentos?

De imediato, a tendência do mercado de renda variável é de queda. É difícil prever e identificar o “fundo do poço” de fortes quedas como a das últimas semanas. Porém, assim que os mercados se estabilizar, a tendência é de correção do valor de ativos, o que deve gerar ganhos na Bolsa de Valores brasileira.

Fique por dentro:

BC faz MP com reajuste de 22% para servidores, mas retira proposta por “inconsistências”

O Banco Central (BC) encaminhou hoje ao governo uma proposta de medida provisória (MP) que prevê reajuste de 22% para servidores da autarquia a partir de junho de 2022, além de reestruturação de carreira e criação de retribuição por produtividade institucional e de taxa de supervisão. Mais tarde, no entanto, o BC retirou a proposta do sistema e informou que detectou “inconsistências” na proposta. A proposta havia sido enviada por meio do Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais do Governo Federal (Sidof) “para o fortalecimento institucional do BC”. “O Banco Central detectou inconsistências no texto de minuta de Medida Provisória para a reestruturação das carreiras e a modernização da gestão de pessoas nesta autarquia. Por isso, fez sua retirada do Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais do Governo Federal (Sidof)”, disse o BC em nota. Os servidores do BC estão em greve pela segunda vez neste ano desde o último dia 3. Eles pedem reestruturação de carreira e reajuste de 27% a partir de julho. O movimento tem atrasado uma série de divulgações da autarquia.

UE avalia adiar embargo ao petróleo russo

Alguns países da União Europeia (UE) começam a considerar a ideia de adiar um embargo contra o petróleo russo para poderem dar continuidade a outras sanções planejadas pelo bloco. O possível recuo foi motivado pela resistência da Hungria em apoiar o embargo do petróleo. O país alega que o banimento do uso da commoditie iria afetar sua economia. A UE pretende avançar com a aprovação de novo pacote de embargos na reunião entre representantes dos países, que vai acontecer na próxima segunda-feira (16) em Bruxelas. A ideia é retirar a proposta divisiva sobre o petróleo russo para que o bloco entre em consenso sobre as outras medidas.

Economia é contra proposta de estabilização dos combustíveis

A criação de uma conta de estabilização de preços de combustíveis defendida pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e pelos governadores enfrenta forte resistência no Ministério da Economia. “Não existe mágica”, diz fonte da pasta ouvida pelo jornal Valor Econômico, afirmando que a proposta é cara, pouco eficaz e injusta com o governo federal, que neste ano já abriu mão de receitas ligadas a combustíveis. Defendida nessa quinta-feira (12) por Pacheco e por secretários estaduais de Fazenda, a conta seria alimentada com dividendos pagos pela Petrobras à União. Para essa fonte, o governo federal não tem mais à disposição soluções eficazes de curto prazo para a alta do preço dos combustíveis, afirmando que a União já zerou a alíquota do PIS Cofins sobre o diesel.

Para acompanhar hoje:

12:00 discurso de Kashkari, membro do FOMC
12:00 Fluxo Cambial Estrangeiro no Brasil
13:00 discurso de Mester, membro do FOMC
13:00 pronunciamento de Schnabel, do BCE

(Com Valor Econômico)


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