IF HOJE: mercados ainda não digeriram juros mais altos

Bolsas devem ter mais um pregão de queda nesta segunda-feira (9)

Mercados acumulam perdas com alta de juros (Foto: Pixabay)

Após uma semana de altas de juros que derrubaram as Bolsas de Valores do Brasil e dos Estados Unidos, os mercados financeiros continuam mostrando nervosismo à espera de dados inflacionários em ambos os países nesta semana.

No início da manhã desta segunda-feira (9), as Bolsas europeias operam em queda – a de Paris e a de Frankfurt recuam cerca de 2% – e os índices futuros de Nova York também apontam para um começo de semana em baixa.

Os mercados de ativos de risco estão em baixa com o ciclo de aumento de juros. Além da nova alta de taxas na semana passada, analistas precificam novas elevações para conter a forte inflação. Nesta quarta (11), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de abril. Nos EUA, será divulgado o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) de abril.

Se os mercados continuarem precificando juros e inflação em patamares elevados, a tendência é que a queda das Bolsas continue.

Fique por dentro:

Com inflação e juros em alta, produção de eletrodomésticos cai 25% no 1º tri

Com inflação e juros em alta, a produção de eletrodomésticos começou 2022 em queda superior a 20%. O segmento, que já vinha sofrendo com a dificuldade de acesso a insumos e aumento de custo por causa de desorganização da cadeia produtiva e elevação dos preços de commodities trazidos pela pandemia, sente cada vez mais o orçamento apertado do consumidor, corroído por mais gastos com alimentos, energia e combustível. No primeiro trimestre, a produção de eletrodomésticos caiu 25,3% em relação a igual período do ano passado, segundo informações detalhadas da pesquisa de produção industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o terceiro trimestre seguido de queda no indicador.

Discretamente, empresas de tecnologia chinesas reduzem negócios com a Rússia

As empresas de tecnologia chinesas estão recuando, sem alarde, de fazer negócios na Rússia, pressionadas pelas sanções americanas e pelos fornecedores, apesar dos apelos de Pequim para que resistam à coação externa. Várias grandes empresas estão reduzindo as remessas na Rússia, onde as companhias de tecnologia dominam o mercado de muitos produtos, sem fazer qualquer anúncio público, segundo reportagem da Dow Jones Newswires. Entre elas estão a gigante dos PCs Lenovo Group e a fabricante de smartphones e outros dispositivos eletrônicos Xiaomi.

Para acompanhar hoje:

  • 09h45: discurso de Bostic, membro do FOMC
  • 11h índice de tendência de emprego nos EUA em abril
  • 11h: vendas no atacado dos EUA em março

Balanços de: Azul, Banco ABC Brasil, BTG Pactual, Caixa Seguridade, CBA, Itaú Unibanco, Assaí (Sendas), Aura Minerals, BB Seguridade, Blau Farmacêutica, CM Hospitalar (Viveo), Grupo Mateus, Iochpe Maxion, Méliuz, Mitre, Sinqia, Technos, Via e Terra Santa Agro

(Com Valor Econômico)


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