Ibovespa cai pela quarta vez seguida e renova a mínima no ano

As preocupações com o cenário econômico e as incertezas fiscais provocadas pela indefinição da PEC dos Precatórios no Senado ampliaram as perdas do Ibovespa nesta quinta-feira

Investidores observam painel no prédio da Bolsa de Valores em São Paulo
Pessoas observam painel eletrônico da da Bolsa de Valores, com gráfico do Ibovespa (Foto: Marco Ankosqui/Agência O Globo)

As preocupações com o cenário econômico e as incertezas fiscais provocadas pela indefinição da PEC dos Precatórios no Senado ampliaram as perdas do Ibovespa nesta quinta-feira (18). O índice recuou 0,51% e renovou o menor fechamento do ano, aos 102.426 pontos. Foi a quarta queda consecutiva.

Entre os indicadores que ajudam a entender os rumos da economia do país e auxiliam os investidores na tomada de decisões, o destaque do dia foi a segunda prévia para o mês de novembro do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado ), o indexador para atualização de preços em aluguéis, energia elétrica e outras tarifas.

O índice avançou 0,76% na segunda prévia de novembro, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas). O resultado mostra aceleração ante igual leitura de outubro, quando o indicador havia registrado contração de 0,03%.

A aceleração do IGP-M foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que passou de deflação de 0,32% na mesma leitura de outubro para alta de 0,77% na divulgação desta quinta-feira. O IPA-M mede as variações de preços de negociações atacadistas, isto é, produtos vendidos entre empresas.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) também acelerou no período, de 0,33% para 0,60%. O INCC é um importante indicador de custos para o segmento de obras e construções civis no país. Se você possui um financiamento imobiliário, também deve se atentar às alterações deste índice, pois as parcelas sofrem reajustes de acordo com o INCC.

Na contramão do movimento de alta, a FGV registrou alívio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) entre a segunda prévia de outubro e a segunda leitura de novembro, de 0,98% para 0,82%.


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