Ibovespa abre segundo semestre em queda, próximo aos 97 mil pontos

Mercados devem continuar preocupados com a inflação, juros e riscos de recessão

B3, a Bolsa de Valores de São Paulo
B3, a Bolsa de Valores de São Paulo (Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg/Reprodução O Globo)

Em sessão sem grandes mudanças nos cenários local e global nesta sexta-feira, o Ibovespa segue exibindo comportamento errático e viés negativo. Analistas estimam que, no exterior, os mercados devem continuar preocupados com a inflação, juros e riscos de recessão. E, no Brasil, os riscos fiscais e políticos voltam a ganhar protagonismo à medida que as eleições se aproximam.

“O índice deu continuidade na queda, mas ainda nada muito relevante para definição de tendência. Precisamos esperar o rompimento do fundo anterior em 97.700 pontos para confirmar o movimento de queda. O mês de junho fechou com uma barra bem vendedora e perdendo o fundo anterior, mas também é preciso ver alguma continuidade para confirmar o direcionamento”, diz Pam Semezzato, analista técnica da Clear Corretora.

Às 10h55, o índice local recuava 0,38%, aos 98.163 pontos, tocando os 97.585 pontos na sua mínima intradiária e após marcar 98.546 pontos na máxima. Na cena externa, o S&P 500 abriu em alta de 0,40%, Dow Jones subia 0,41% e Nasdaq recuperava 0,39%, enquanto o Stoxx 600 registrava perdas de 0,03%.

Entre as “blue chips” do Ibovespa, nova sessão fraca para boa parte dos papéis. Vale ON perdia 0,91%, CSN ON subia 1,68%, Usiminas PNA perdia 2,31% e Gerdau PN caía 0,76%. Petrobras ON e PN subiam 0,20% e 0,43% e, entre os bancos, Itaú PN cedia 0,33%, Bradesco PN baixava 0,41% e Banco do Brasil ON tinha perda de 0,90%.

Entre as altas do índice, frigoríficos avançam. Marfrig ON subia 4,79%, Minerva ON ganhava 3,39%, BRF ON registrava alta de 1,91% e JBS ON tinha elevação de 1,3%. MRV ON, por sua vez, subia 1,79% após concluir a venda conjunta dos empreendimentos Village at Tradition e Harbor Grove, localizados na Flórida, nos Estados Unidos, com valor geral de venda de US$ 195 milhões e lucro bruto de US$ 71,6 milhões.

Já entre as maiores quedas, Fleury ON corrigia 3,68%, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico