Dólar termina dia perto de R$ 5,15 à espera de decisões sobre juros no Brasil e nos EUA

Moeda americana teve valorização ante a maior parte das divisas no mundo

(Foto: Celyn Kang/Unsplash)

O foco dos investidores no mercado de câmbio está nas decisões de política monetária que serão anunciadas amanhã, na chamada “super quarta”. Entre os agentes, aumentam as apostas de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) assuma uma postura mais agressiva em sua política monetária. Já no campo doméstico, as apostas de uma taxa Selic ainda mais elevada no fim do ciclo do Banco Central também ficam no radar. Somam-se a isso as medidas do governo para conter o preço dos combustíveis e o crescimento de riscos fiscais, levando os participantes do mercado a operar em cautela.

O dólar comercial terminou o dia em alta de 0,37%, vendido a R$ 5,1333.

Entre outras moedas emergentes, o movimento do dólar foi similar ao visto no real.

Flavio Serrano, economista chefe da Greenbay Investimentos, destaca que, apesar de ter havido uma tentativa de correção mais cedo, “os agentes estão bastante cautelosos com a decisão do Fed”. O economista afirma também que o mercado aposta numa alta de 0,75 ponto percentual (p.p.) pelo Fed amanhã.

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O banco americano Wells Fargo endossa essa visão. Em relatório, anota acreditar ser provável que o Fed opte por aumentar as taxas em 0,75 pp, “o que levaria a meta para a taxa dos Fed Funds entre 1,50% e 1,75%”. “Essa expectativa foi reforçada por reportagens da imprensa na segunda-feira, 13 de junho, de que os formuladores de políticas considerariam surpreender os mercados com uma alta de 0,75 pp”, diz o documento.

O Rabobank também destaca que, “uma vez que o Fed vem aumentando progressivamente sua orientação ‘hawkish’ desde o final do ano passado, não é surpresa que o mercado agora veja o Fed como potencialmente capaz de anunciar aumentos incrementais mais altos de suas taxas”. O banco pontua que aumentos maiores das taxas agora “sugerem um risco maior de um pouso forçado mais distante”, que é um dos principais temores dos investidores.

Já no plano doméstico, além da decisão do Copom, agentes avaliam o projeto aprovado pelo Senado, que limita a incidência de ICMS em alguns itens como combustíveis e energia elétrica.

O PLP 18/2022 fixa teto de 17% do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicações e de transporte público. A proposta prevê uma compensação aos estados com o abatimento de dívidas com a União, quando a perda de arrecadação por produto e serviços passar de 5% em termos reais, em 2022.

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