B3 atinge a marca de 4 milhões de contas de pessoas físicas em outubro

Com 1,1 milhão de contas de mulheres e 2,9 milhões de homens, o valor em custódia da pessoa física é de R$ 490 bilhões

Investidores observam painel no prédio da Bolsa de Valores em São Paulo
Pessoas observam painel eletrônico da da Bolsa de Valores, com gráfico do Ibovespa (Foto: Marco Ankosqui/Agência O Globo)

Pontos-chave

  • A diversificação é uma característica que tem se tornado cada vez mais recorrente na carteira dos investidores
  • O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é o principal produto de renda fixa na carteira de investimento da pessoa física
  • o perfil de gênero dos investidores em Tesouro Direto mudou consideravelmente ao longo dos anos, com um aumento de 16% na participação das mulheres quando comparado a 2013

A B3, a Bolsa de Valores brasileira, bateu a marca histórica de 4 milhões de contas de pessoas físicas em renda variável em outubro. Em número de CPFs, os investidores somam 3,4 milhões. A diferença se dá pelo fato de uma mesma pessoa poder ter conta em diversas corretoras. O valor em custódia da pessoa física é de R$ 490 bilhões.

“Com o crescimento de abertura de contas em mais de um intermediário também passamos a divulgar, há alguns meses, o número de CPFs. É um termômetro mais preciso para avaliar a real tendência do comportamento do brasileiro em um cenário de alta da taxa de juros e grande volatilidade”, diz Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3.

Segundo os dados divulgados pela B3, o número de investidores em ações cresceu 26% nos últimos 12 meses, considerando o período de setembro de 2020 a setembro de 2021. A maior parte dos novos investidores (48%) entra no mercado de renda variável na faixa de 25 a 39 anos. A faixa entre 19 e 24 anos está na sequência, com 24% dos novos investidores. “Isso traz mais cores para a mudança geracional que temos observado desde 2019”, diz Paiva.

Mais diversificados

A diversificação é uma característica que tem se tornado cada vez mais recorrente na carteira dos investidores. Em 2016, 78% das pessoas físicas detinham apenas ações em seus portfólios. Em 2021, esse número caiu para 49%.
“O que estamos vendo é que, cada vez mais, os investidores possuem uma combinação de ações com outros produtos de bolsa, trazendo para a prática o conceito da diversificação de carteira”, aponta o diretor da B3.

Observa-se, também, a diversificação dos investidores nos tickers negociados. Em 2016, 39% dos investidores pessoas física possuíam apenas 1 ativo em carteira, hoje, esse número caiu para 21%. Isso significa que um a cada dois investidores possui mais de 5 tickers na carteira.

Os dados também mostram que desde 2019, está cada mês mais baixo o valor médio do primeiro investimento das pessoas físicas na renda variável. Essa quantia, que já foi de cerca de R$ 1.500, hoje está em torno de R$ 273 – o que demonstra que o investidor não deixa de fazer aportes, mesmo que mais baixos, em renda variável.

Renda fixa: CDB brilha

O estudo também aponta o crescimento na base de pessoas físicas em renda fixa na B3. São 9,6 milhões de PFs em produtos de Renda Fixa. Em relação ao final de 2020, observa-se um aumento de 11% no número de CPFs e aumento de 17% no saldo em custódia.

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é o principal produto de renda fixa da pessoa física. São 6,8 milhões de PFs em CDBs e um saldo de R$ 473 bilhões. Em relação ao final de 2020 observa-se um aumento de 11% de pessoas físicas no produto.

Tesouro Direto: mais mulheres

O número de investidores no Tesouro Direto também cresce. De 2020 para cá observa-se um crescimento de 16% nos números de CPFs, atingindo 1,7 milhão de investidores.

Diferentemente do mercado de ações, o perfil de gênero dos investidores em Tesouro Direto mudou consideravelmente ao longo dos anos, com um aumento de 16 pontos percentuais na participação das mulheres quando comparado a 2013. Elas representam hoje 41% dos investidores no produto.


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