Inflação segundo o IPCA fica em 0,47% em maio, puxada por passagens aéreas

A previsão dos analistas era de que o indicador apontasse inflação de 0,59% no mês passado

Inflação, preços altos, desvalorização do dinheiro
A forte inflação segue preocupando os brasileiros (Foto: Getty Images)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou inflação de 0,47% em maio, após ter alcançado 1,06% em abril, segundo informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na manhã desta quinta-feira (9). A previsão dos analistas era de que o indicador apontasse inflação de 0,59% no mês passado. Em maio de 2021, a variação havia sido de 0,83%.

No ano, até o mês passado, o IPCA acumula alta de 4,78%, e, nos últimos 12 meses, de 11,73%.

Em maio, a maior alta de preços foi registrada no grupo vestuário, com alta de 2,11%, e 0,09 p.p. de contribuição ao IPCA total. Já o maior impacto, de 0,3 p.p., veio dos transportes, que tiveram alta de 1,34%. O preços desse grupo desaceleraram em relação ao mês anterior, quando haviam subido 1,91%. A elevação em maio foi puxada pelas passagens aéreas, que subiram 18,33% após avançar 9,48% em abril, segundo o IBGE.

“Vale fazer uma ressalva de que a coleta das passagens aéreas é feita dois meses antes. Neste caso, os preços das passagens aéreas foram coletados em março para viagens que seriam realizadas em maio”, diz Pedro Kislanov, gerente do IPCA no IBGE. “A alta deve-se a dois fatores: elevação dos custos devido ao aumento nos preços dos combustíveis; e pressão de demanda, com o aumento do consumo, após um período de demanda reprimida por serviços, especialmente aqueles prestados às famílias. Isso impacta, também, alimentação fora do domicílio e itens de cuidados pessoais.”


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