Ibovespa acompanha commodities e termina pregão em baixa; dólar fecha em alta

Minério de ferro e petróleo caíram por preocupações com a economia mundial

Prédio da B3 Bovespa Bolsa Balcão em São Paulo
A Bolsa brasileira B3, em São Paulo (Foto: Divulgação)

A queda das commodities levou a Bolsa de Valores brasileira B3 à queda nesta quarta-feira (22).

O Ibovespa terminou o dia em baixa 0,16%, aos 99.522 pontos, variando entre os 98.050 pontos na mínima intradiária e os 100.374 pontos na máxima. Méliuz ON avançou 7,69%, BTG Pactual units cresceu 5,55% e BRF ON avançou 4,81%. Na outra ponta, IRB Brasil ON despencou 10,60%, 3R Petroleum ON perdeu 6,68% e SLC Agrícola ON caiu 6,45%.

O clima de aversão a riscos voltou a dar o tom nos mercados financeiros desde o início do dia, em meio às preocupações dos agentes financeiros com o crescente risco de uma recessão global ao mesmo tempo em que a inflação permanece elevada. Hoje, os reflexos dessas preocupações se expressam na queda brusca nos preços das commodities, o que pressiona os mercados de países ligados ao tema.

O futuro do minério de ferro para setembro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 5,96%, a 709,50 iuanes, jogando as empresas do setor para o terreno negativo. Já o futuro do Brent para agosto caiu 4,1%, para US$ 109,97.

No final da manhã, o depoimento do presidente do Fed ao Comitê Bancário do Senado americano acalmou o mercado. Powell endureceu o discurso, como o mercado esperava, e afirmou que fazer uma aterrissagem suave da economia (subir os juros sem provocar recessão) vai ser muito desafiador.

“O mundo está com medo que o aperto monetário seja mais duro que o esperado e provoque uma recessão, mas eu considero que ainda é cedo para pensar nisso. Nessa linha, o Powell teve discurso mais duro hoje, como esperado, e acalmou os mercados”, diz Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank Brasil.

A China, acrescentou o executivo, está retomando as atividades lentamente, com o menor número de casos de covid-19 em 4 meses. Eles vão implementar, diz, uma série de medidas para reativar a economia, principalmente ao longo do segundo semestre de 2022 e do primeiro semestre do ano que vem, para compensar o tempo perdido. Considera, então, que os fundamentos dos mercados de commodities seguem positivos, apesar da volatilidade de curto prazo se manter no radar.

Dólar fecha em alta 

Depois de passar boa parte do dia sem um rumo definido, o dólar comercial se firmou campo positivo, fechando em alta. Agentes do mercado passaram a sessão reagindo aos comentários do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no Cômite Bancário do Senado dos Estados Unidos, diante do temor recente de um aumento dos riscos de uma recessão global.

O dólar fechou em alta de 0,42%, a R$ 5,1765 no mercado à vista. Na máxima do dia, foi a R$ 5,1821. No mercado futuro, o dólar para julho subia 1,01%, para R$ 5,1965 pro volta das 17h20. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, tinha recuo de 0,21%, aos 104,22 pontos.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico


Você também pode gostar
Redação IF Publicado em 01.jul.2022 às 18h00
Ibovespa tem sessão de alta liderada por Petrobras e sobe 0,29% na semana

Entre as baixas, se destacaram empresas do setor de minério de ferro devido à preocupação com a retomada da China

Redação IF Publicado em 01.jul.2022 às 17h45
Juros futuros fecham em queda, em linha com taxas dos títulos públicos globais

Medo de recessão nos EUA pesou mais do que riscos fiscais no Brasil

JOTA Publicado em 01.jul.2022 às 16h58
Semana política: PEC “vale-tudo” une governo e oposição por votos

Enquanto isso, em campanha, Lula acena a empresários e ao mercado, diz Fábio Zambeli, do JOTA

Redação IF Publicado em 01.jul.2022 às 15h23
Track&Field anuncia programa de recompra de ações; conheça a estratégia

Muitos motivos levam uma empresa a realizar uma OPA, e você pode ganhar dinheiro com isso

Valor Econômico Publicado em 01.jul.2022 às 11h39
Análise: PEC dos Combustíveis dificulta o trabalho do Banco Central para baixar a inflação

O assunto novo levantado pelo Copom em junho é o risco de as medidas colocarem o pé no acelerador da economia, num momento em que a política monetária pisa no freio

JOTA Publicado em 01.jul.2022 às 11h35
Análise: De olho no voto útil, Lula retoma pontes com empresários e empodera “guru” econômico

Ex-presidente, antes refratário a assumir compromissos na campanha, antecipa série de conversas com o PIB, diz Fábio Zambeli, do JOTA