Governo quer lançar títulos públicos que rendem complemento à aposentadoria

A operação deverá ser simplificada, bastando que o interessado informe quanto pretende receber

(Foto: Pixabay)

O governo prepara o lançamento de um título do Tesouro Nacional específico para complementação de renda na aposentadoria de pessoas físicas. O objetivo é que as pessoas possam comprar títulos pela plataforma do Tesouro Direto, acumulando uma poupança por longos períodos, como 30 ou 40 anos.

A operação deverá ser simplificada, bastando que o interessado informe quanto pretende receber ao se aposentar e por quanto tempo. A partir desses dados, ele saberá o quanto precisará investir nesses papéis ao longo do tempo.

Os estudos ainda estão em fase inicial, segundo o Ministério da Economia, mas a estratégia é lançar o novo produto no mercado em meados de 2022, durante as comemorações do aniversário de 20 anos do Tesouro Direto. A medida foi antecipada pelo jornal Estado de São Paulo.

A proposta cria uma alternativa para incentivar e facilitar o planejamento da aposentaria, diante da necessidade de reformas constantes no regime de previdência social, com consequente redução no valor dos benefícios.

A ideia é defendida pelos especialistas em Previdência Fabio Giambiagi, Arlete Nese, Maurício Leister e Andre Dovalski em um texto para discussão publicado peloInstituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), neste mês.

Existem no mercado 17 milhões de contratos de previdência privada, segundo o estudo. Esses planos continuariam mais atraentes para o poupador que deseja um produto mais personalizado. “Ao mesmo tempo, o título público previdenciário atenderia uma camada da população que não tem educação financeira suficiente para tomar uma decisão consciente sobre previdência privada e ou não tem capacidade contributiva que lhe permita acessar planos de previdência privada com taxas administrativas atraentes”, diz o texto.

Para se ter uma ideia, uma pessoa que deseja uma renda mensal de R$ 5 mil durante 20 anos teria que fazer uma aplicação no título Tesouro Direto Previdência por 40 anos, considerando um cenário de juros reais de 3%. Mensalmente, teria que contribuir com R$ 1.322, para ao final de quatro décadas juntar um capital de quase R$ 987 mil.

Segundo a especialista Arlete Nese, a medida traz vantagens para os cidadãos, para o governo e para o sistema previdenciário: “O nome forte do Tesouro Nacional dá mais segurança na formação de reserva para o futuro. Há simplicidade na hora de investir, precisa basicamente responder o quanto deseja receber de aposentadoria e quando. Para o governo, (as vantagens são) a formação de uma poupança de longo prazo e para o sistema, fomento à previdência complementar e redução de custos.”


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