XP anuncia programa de recompra de ações

A XP pode recomprar, em dólares, o equivalente a R$ 1bilhão de suas ações ordinárias Classe A em circulação no mercado

Guilherme Benchimol, fundador e presidente executivo do conselho de administração da XP (Foto: Wikimedia)

A XP Inc. anunciou nesta quarta-feira (11) que o seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de ações, o primeiro da companhia que abriu o capital na Nasdaq no fim de 2019, para adquirir até o equivalente a R$ 1bilhão.

Na sua última conferência de resultados com jornalistas, Bruno Constantino, diretor de finanças da XP, informou não ter a intenção de usar caixa para comprar seus próprios ativos. No mês passado, o Itaú Unibanco adquiriu parcela de 11,37% no capital da empresa, por R$ 8 bilhões, conforme previsto no acordo de 2017. Como se trata de fatia não estratégica, poderia haver pressão adicional sobre os papéis, que têm sofrido com a saída de investidores de empresas de tecnologia financeira.

Durante o processo, a XP pode recomprar, em dólares, o equivalente a R$ 1bilhão de suas ações ordinárias Classe A em circulação no mercado, com base nos preços vigentes, ou em transações privadas. O programa tem início amanhã e pode se estender até 12 de maio de 2023, dependendo das condições de mercado, o que ocorrer primeiro.

O conselho de administração da XP revisará o programa periodicamente e poderá autorizar ajustes em seus termos e tamanho ou suspender ou descontinuar o processo. No anúncio, a XP informou que espera utilizar o caixa existente para financiar as recompras.

O conselho de administração da XP autorizou a administração a nomear uma corretora para fazer as recompras dos ativos no mercado secundário. O programa não obriga a XP a adquirir um número específico de ações em determinado período, podendo ser ampliado, estendido, modificado ou descontinuado a qualquer momento.

Nesta semana, o presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, disse que não havia intenção do banco de segregar a fatia de 11,37% que comprou na XP no mês passado e entregá-las diretamente aos seus acionistas, como fez no ano passado com outra parcela de 41,05%. “Os múltiplos da XP mudaram muito, em comparação com quando fizemos o ‘spin-off’ no ano passado. O momento de saída [desse investimento] é uma decisão que vamos analisar com calma, olhando o curto, médio e longo prazo”, comentou na ocasião.

Segundo ele, possivelmente ao longo deste ano o banco deve vender uma pequena parcela dessa fatia porque, segundo as regras de Basileia, se um banco tem de mais de 10% em outra instituição financeira, deve deduzi-la do seu capital regulatório.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico


Você também pode gostar
Manhã Inteligente Publicado em 20.maio.2022 às 10h40
ETFs de renda fixa, privatização da Eletrobras, queda de lucro de empresas

Isabella Carvalho e Caio Camargo falam sobre esses e outros assuntos que podem afetar seus investimentos nesta sexta (20)

Redação IF Publicado em 20.maio.2022 às 08h16
Bolsas asiáticas fecham em alta após China cortar taxa de juros

Mesmo assim, os investidores seguem atentos à perspectiva de aumento dos juros nos EUA

3 min
Redação IF Publicado em 20.maio.2022 às 08h09
Fundos de ações de Petrobras e Vale renderam até 25 vezes mais que o FGTS desde o lançamento

Trabalhador poderá usar dinheiro do fundo de garantia para comprar ações da Eletrobras

2 min
Redação IF Atualizado em 19.maio.2022 às 13h41
Bolsas americanas perdem US$ 1,5 tri em um dia, e índices operam em queda nesta quinta

Temor de inflação global maior e recessão nos EUA leva nervosismo aos mercados. Na Europa, pregões operam em queda de mais de 2%

1 min