Prestes a realizar seu IPO em Nova York, Nubank tem primeiro lucro

Resultado no primeiro semestre de 2021 atingiu R$ 76,294 milhões, após saldo negativo de R$ 95 milhões no mesmo período do ano passado

Foto: Divulgação

Pontos-chave

  • Lucro inédito não será distribuído para os acionistas
  • Valor será reinvestido em novos produtos e serviços
  • A empresa encerrou junho com mais de 41 milhões de clientes no Brasil

Prestes a realizar sua oferta pública inicial de ações (IPO) em Nova York, o Nubank deve ter bons números para mostrar aos investidores. A instituição registrou o primeiro lucro da sua história, com resultado de R$ 76,294 milhões no primeiro semestre, revertendo o saldo negativo de R$ 95 milhões na primeira metade de 2020. Encerrou junho com mais de 41 milhões de clientes no Brasil – um aumento de 25% em relação ao semestre passado e de 60% nos últimos 12 meses. Em média, foram mais de 40 mil novos clientes por dia.

A carteira de crédito, segundo os critérios do Banco Central, chegou a R$ 22,971 bilhões. O resultado bruto da intermediação financeira foi de R$ 502,645 milhões. Já as receitas de tarifas atingiram R$ 1,464 bilhão. As despesas administrativas e de pessoal somaram R$ 1,492 bilhão.

Os números se referem apenas às operações no Brasil e não incluem as operações do controlador indireto final do Nubank, a Nu Holdings, tampouco as operações das suas subsidiárias fora do Brasil, como as no México e na Colômbia.

“O fato de o resultado de intermediação financeira ter crescido em um ritmo superior ao das receitas de intermediação financeira significa que a nossa margem segue expandindo – ela passou de 45% para 47% do primeiro semestre de 2020 para o primeiro semestre de 2021”, diz o vice-presidente financeiro do Nubank, Guilherme Lago, em um post no blog da instituição. A instituição acrescenta ainda que o lucro não será distribuído para os acionistas – “ele ficará na empresa para ser reinvestido em novos produtos e serviços”.

Segundo o Nubank, o volume de pagamentos nos seus cartões (TPV) foi de R$ 92 bilhões no primeiro semestre, alta anual de 105%. “Em resumo, o primeiro semestre de 2021 foi mais um reforço de que seguimos no caminho certo ao colocar nossos clientes no centro de tudo o que fazemos”.


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